A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Kathárisma para desarticular uma organização criminosa com atuação principalmente na região norte de Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em oito municípios, entre eles Sonora, Coxim e Pedro Gomes.
As medidas judiciais foram executadas também em Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. A operação mobilizou equipes para diferentes pontos do Estado, alcançando inclusive unidades prisionais na Capital.
Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou uma estrutura organizada em diferentes níveis de atuação, com mecanismos próprios de comunicação e elementos que permitiram aos investigadores levantar informações sobre a identificação de integrantes e a movimentação financeira do grupo. A apuração busca esclarecer a participação dos investigados na estrutura de uma facção criminosa.
Mandados também foram cumpridos em presídios
Em Campo Grande, três dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos dentro de estabelecimentos penais. Duas ordens foram executadas na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e outra no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), conhecido como Máxima.
A presença de alvos em unidades prisionais faz parte da investigação sobre a estrutura e os mecanismos de comunicação utilizados pelo grupo. A PF não divulgou, até o momento, a quantidade de prisões efetuadas individualmente em cada município nem detalhou eventuais materiais apreendidos.
Investigação envolve atuação em diferentes municípios
A Operação Kathárisma concentra-se em uma estrutura que, segundo a investigação, mantinha diferentes funções e níveis de atuação. A análise de mecanismos de comunicação, identificação de integrantes e movimentações financeiras faz parte do trabalho desenvolvido pelos investigadores.
A apuração também deverá avançar sobre a participação individual dos alvos e o eventual papel desempenhado por cada investigado dentro da organização.
O nome Kathárisma faz referência a um termo de origem grega relacionado a uma posição ou estrutura de poder, em alusão à organização investigada.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou informações individualizadas sobre os presos ou sobre possíveis apreensões realizadas durante o cumprimento das ordens judiciais.
As investigações continuam para esclarecer a extensão da estrutura identificada e eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

