domingo, abril 26, 2026

P. Diddy pede perdão a Trump, mas presidente descarta conceder indulto

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Sean Combs enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando um perdão presidencial, mas o pedido não deve prosperar. A informação foi revelada pelo próprio Trump em entrevista ao jornal The New York Times, publicada na quarta-feira.

Os detalhes do conteúdo da carta não foram divulgados. Questionado sobre quando o músico, condenado a mais de quatro anos de prisão, teria enviado o pedido, Trump respondeu de forma evasiva: “Vocês gostariam de ver a carta?”. Apesar da provocação, o presidente não apresentou o documento nem forneceu mais informações.

Procurada na quinta-feira, a Casa Branca não disponibilizou uma cópia da carta nem comentários adicionais, limitando-se a remeter às declarações já feitas por Trump. Os advogados de Sean Combs também foram acionados, mas não responderam aos pedidos de confirmação.

Não é a primeira vez que o assunto vem a público. Em outubro, Trump já havia afirmado à CNN Internacional que o rapper havia solicitado o indulto, embora, na ocasião, também não tenha entrado em detalhes.

Trump e Sean Combs, conhecido artisticamente como P. Diddy ou Diddy, mantinham uma relação social antes de Trump chegar à Presidência. Segundo o próprio presidente, no entanto, o vínculo se deteriorou após o músico criticar seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021.

“Eu era bastante amigável com ele. A gente se dava bem, ele parecia um cara legal”, disse Trump em entrevista à Newsmax no ano passado. “Eu não o conhecia profundamente, mas quando me candidatei ao cargo, ele se tornou muito hostil”, completou. Para Trump, essas críticas tornaram “muito mais difícil” qualquer possibilidade de conceder um perdão.

Diddy não é o único a receber uma negativa. Na mesma entrevista ao New York Times, Trump citou outros nomes que, segundo ele, não seriam beneficiados com indulto presidencial. Entre eles estão Nicolás Maduro, acusado de narcoterrorismo nos Estados Unidos após ter sido capturado recentemente; o ex-senador de Nova Jersey Robert Menendez, condenado em 2024 por corrupção; e Sam Bankman-Fried, fundador da plataforma de criptomoedas FTX, sentenciado em 2023 por desviar bilhões de dólares de clientes.

Trump também foi questionado sobre a possibilidade de perdoar Derek Chauvin, o ex-policial condenado pela morte de George Floyd, caso que se tornou símbolo global da luta por direitos civis. Sobre isso, o presidente afirmou: “Nunca me pediram”.

Em dezembro, no entanto, Trump concedeu perdão ao ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, que cumpria pena de 45 anos nos Estados Unidos por tráfico de drogas, após ter sido condenado por facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína ao país.

Ainda segundo a defesa, a natureza de seus atos não seria criminal. Para a advogada Alexandra Shaphiro, a decisão da Justiça foi “injusta, incosntitucional e uma perversão da Justiça”. Ele pede para que Combs seja liberado da pena ou, então, que receba uma nova.

Folhapress | 12:58 – 26/12/2025

Ex-presidente hondurenho perdoado por Trump exclui para já regresso ao país

O ex-presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, perdoado pelo Presidente norte-americano após uma condenação por tráfico de droga, teme pela vida e exclui um regresso imediato às Honduras ou à política, afirmou hoje a sua mulher.

Lusa | 14:53 – 03/12/2025

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