sexta-feira, outubro 30, 2026

Paciente mostra caos com redução do serviço na Santa Casa; funcionários cobram 13º salário

Date:

Share

Pacientes internados na Santa Casa de Campo Grande vivem momentos de extrema dificuldade nesta segunda-feira (22), com relatos de descaso no atendimento e nas condições de higiene da unidade. Entre eles, Kamilly Rafaely Ribeiro da Costa, de 22 anos, que sofreu um acidente de moto e aguarda cirurgia há sete dias, descreve uma situação crítica.

“Está um caos aqui. Não tem enfermeira suficiente, os banheiros estão sujos, o lixo está apodrecendo e não tem medicação para a dor. Quem tem acompanhante consegue se virar, mas quem não tem, fica sozinho”, relatou a jovem. Segundo Kamilly, há apenas uma enfermeira responsável por cerca de 15 salas, cada uma com três pacientes, o que impede a realização de curativos, administração de medicamentos e cuidados básicos como banho e troca de lençóis.

A paciente afirma que nem o café da manhã, nem o almoço foram servidos nesta segunda-feira. “Chamaram todos os acompanhantes e disseram que teriam que trazer comida de casa porque hoje não teria nenhuma refeição para os pacientes. A limpeza também está precária, os banheiros estão horríveis e o lixo acumulado representa risco de infecção”, completou.

Além da falta de atendimento e higiene, Kamilly relata que não há remédios suficientes para controlar a dor e que procedimentos básicos estão sendo adiados. “Hoje nem dipirona tinha para dar e a gente sente dor porque está esperando cirurgia. Quem consegue andar, se vira. Quem não consegue, sofre sozinho”, disse.

A situação afeta também outros serviços essenciais do hospital. De acordo com o apurado pela reportagem, setores como laboratório e manutenção estão funcionando parcialmente e exames urgentes chegaram a atrasar mais de 12 horas, prejudicando o atendimento a casos críticos.

A greve foi motivada pelo atraso no pagamento do 13º salário dos funcionários. A administração da Santa Casa informou que optou por escalonar o pagamento em três parcelas devido a dificuldades financeiras e à necessidade de manter atendimentos de urgência e emergência. O Sindicato dos Trabalhadores das Áreas de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems) questiona a legalidade do parcelamento.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha a situação da unidade, descrevendo a Santa Casa como um “cenário de colapso institucional” e cobrando um plano emergencial para normalizar os serviços, reorganizar o fluxo do Pronto-Socorro e garantir a retomada integral do atendimento hospitalar.

Nesta segunda-feira, funcionários se reuniram na porta do hospital com cartazes, faixas e nariz de palhaço, reforçando a paralisação em busca do pagamento do 13º e melhores condições de trabalho.

Your browser does not support HTML5 video.

 

Share
Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
79,366FansLike

Artigos relacionados

Trabalhador coloca fogo em chácara durante discussão por dívida com patrão e é preso em Campo Grande

Um homem identificado como Adelson foi preso suspeito de incendiar uma chácara após uma discussão com o proprietário...

Polícia faz cerco e busca suspeito de estupro no Universitário

A Polícia Militar faz buscas por um homem suspeito de estupro no bairro Universitário, em Campo Grande, nesta...

Homem eletrocutado durante furto de fios em Três Lagoas era de Paranaíba

Rafael Pereira Lima, de 36 anos, morreu eletrocutado na madrugada desta quinta-feira (29), durante uma suspeita de tentativa...

Criança tem atendimento suspenso e mãe bate em coordenadora de equoterapia em Dourados

Uma servidora que coordena o serviço de equoterapia em um batalhão da Polícia Militar denunciou ter sido ofendida...