O papa Leão XIV voltou a defender o diálogo como caminho para a paz ao comentar, nesta quarta-feira (17), dois dos principais conflitos internacionais da atualidade. Durante a audiência geral realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, o pontífice lamentou os impactos da guerra na Ucrânia e elogiou o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Ao falar sobre a guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, o líder da Igreja Católica destacou as consequências humanas e culturais do conflito. Segundo ele, a guerra continua causando mortes e destruição em diversas regiões do país.
“Há muitas vítimas inocentes, socorristas mortos e igrejas e locais de patrimônio cultural devastados pelas chamas”, afirmou.
Leão XIV também manifestou solidariedade às pessoas afetadas pelos confrontos. “Estou próximo daqueles que observam luto por seus entes queridos, estou com os feridos e com aqueles que, em meio à violência, continuam servindo à vida com coragem”, declarou.
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Apelo por diálogo na Ucrânia
Durante o pronunciamento, o pontífice convidou os fiéis a rezarem pelo fim da guerra e defendeu a abertura de negociações capazes de encerrar o conflito.
“Convido todos a rezarem para que esta guerra termine. Peçamos ao Senhor que abra caminhos de diálogo, que apague o ódio e que torne possível uma paz justa e duradoura”, disse.
A guerra na Ucrânia já ultrapassa quatro anos e segue sendo o conflito mais violento em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Nos últimos dias, novos ataques voltaram a atingir áreas urbanas e locais históricos do país.
O papa citou ainda a destruição de igrejas e patrimônios culturais, poucos dias após um incêndio atingir uma importante catedral ortodoxa em Kiev durante um ataque russo.
Acordo entre Estados Unidos e Irã
Além da situação na Ucrânia, Leão XIV comentou o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã, anunciado nesta semana com mediação do Paquistão. O acordo tem como objetivo encerrar o conflito regional no Oriente Médio.
O pontífice classificou a iniciativa como um avanço diplomático relevante. “Acolho com satisfação este protocolo de entendimento, resultado encorajador de um trabalho paciente de diálogo e negociação”, afirmou.
Leão XIV também agradeceu aos países envolvidos nas tratativas. “Expresso gratidão aos países que se empenharam em promover o encontro entre as partes e tornar possível esse acordo”, declarou.
Por fim, o líder da Igreja Católica manifestou expectativa de que o entendimento produza efeitos duradouros na região. “Espero que este acordo contribua para fortalecer a confiança mútua, a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, promovendo caminhos de diálogo e cooperação entre os povos”, concluiu.

