Para os Bolsonaro, a culpa pela prisão é do ministro Alexandre Moraes, do STF,, que estaria mantendo ‘perseguição’ implacável contra o ex-presidente
Dos quatro filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, apenas um, o mais novo, Renan, vereador em Santa Catarina, ainda nada comentou sobre o caso. O senador Flávio, o deputado federal Eduardo, que mora nos EUA desde março passado e Carlos, outro vereador, mostraram-se por redes sociais “indignados” com o que chamaram de “injustiça”.
O ex-mandatário foi levado de casa, em Brasília, onde cumpria prisão domiciliar desde agosto, para o prédio da Polícia Federal, onde está encarcerado, desde a manhã deste sábado (23). Para o STF (Supremo Tribunal Federal), por ordem do ministro Alexandre Moraes, a prisão ocorreu porque o Bolsonaro tentou romper a tornozeleira, indício de fuga, segundo a corte.
Advogados do ex-mandatário pediram que Bolsonaro, sentenciado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe, retornasse para a prisão domiciliar, mas a apelação foi rejeitada.
As queixas dos filhos
Senador Flávio Bolsonaro, pelo Rio de Janeiro, em live, disse que “o Brasil acordou triste por mais esse capítulo tenebroso da destruição da nossa democracia”, e acrescentou o pai é “um homem inocente, honesto, que fez o melhor pelo seu país”.
Já o deputado federal Eduardo, por São Paulo, que mora nos EUA, escreveu que a prisão do pai foi um meio de eliminá-lo fisicamente.
“Não é medida cautelar, prisão preventiva ou qualquer outro termo que os serviçais do regime utilizam para suavizar essa abominação. Precisamos ter a coragem de dizer exatamente o que está acontecendo: Moraes está tentando terminar o trabalho que Adélio Bispo começou. É uma tentativa de assassinato, nada menos do que isso”.
Adélio foi preso esfaquear o ex-presidente ainda na campanha eleitoral, em 2018, num ato político, em Minas Gerais. Ele está preso em presídio federal, em Campo Grande.
Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro, assim se expressou pelas redes sociais: “na leitura de muitos, toda essa orquestra foi montada para conduzir Jair Bolsonaro ao ponto que o sistema considera o limite aceitável. Primeiro tentaram empurrá-lo para uma prisão domiciliar. Como não obtiveram êxito, avançaram para a fase extrema do plano: forçá-lo a uma prisão ainda mais humilhante”.


