Segundo o site Cenário MS, o veículo transportava turistas da Bolívia para a capital paulista com o objetivo de fazer compras. Por volta de meia-noite, enquanto o veículo trafegava pela rodovia MS-040, a cerca de 120 km de Santa Rita do Pardo, Miguelina começou a apresentar um mal súbito. Outros passageiros relataram que ela passou a suar, babar e convulsionar, perdendo os sinais vitais em poucos minutos.
O motorista foi avisado e tentou acelerar para buscar ajuda, mas um pneu do ônibus estourou durante o trajeto, atrasando a chegada à cidade. O veículo conseguiu chegar a Santa Rita do Pardo por volta das 2h20 da madrugada, parando em frente à Delegacia de Polícia Civil para comunicar o ocorrido.
Investigadores acionaram imediatamente uma equipe de socorristas, que, ao chegar ao local, constatou o óbito da passageira. Ainda segundo o site, a análise inicial indicou que a mulher apresentava rigidez cadavérica e pupilas não reativas, sugerindo que a morte havia ocorrido cerca de duas horas antes da chegada da equipe de resgate.
O corpo de Miguelina foi encaminhado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Bataguassu, onde passa por perícia para determinar a causa da morte. Uma das principais linhas de investigação da Polícia Civil apura a hipótese de que a vítima estivesse transportando cápsulas com entorpecentes em seu estômago, e que uma delas tenha se rompido.
A vítima não possuía registros no Brasil, e a polícia deverá providenciar sua identificação formal para o andamento do caso. Em depoimento, o motorista e outros passageiros informaram não conhecer a vítima. Relataram apenas que ela foi a última a embarcar em Corumbá, portando somente bagagens de mão.


