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Pelo que vimos foi por ordem dela, diz Marquinhos sobre violência da Guarda de Adriane

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O vereador e ex-prefeito de Campo Grande, Marquinho Trad, se posicionou publicamente sobre os atos de violência cometidos por agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) durante uma manifestação contra a prefeita Adriane Lopes (PP), realizada neste sábado (29), no Centro da Capital. Durante o protesto, o professor Washington, organizador do ato, e outro manifestante foram presos, além de cenas de violência envolvendo uma mãe atípica e uma idosa, que foram empurradas violentamente contra o chão pelos agentes.

“Ação que os guardas fizeram, segundo a gente já viu nos vídeos, foi por ordem dela”, disse Trad, referindo-se à prefeita Adriane Lopes. O vereador ainda mencionou a posição da prefeita, chamando-a de “uma cristã, uma mulher que ofendeu todas as mulheres e que machucou a dignidade de Campo Grande”.

O vereador foi enfático em seu posicionamento, destacando que, quando a força substitui a democracia, todos são afetados. “O que nós vimos ontem foi um gesto de extrema violência tentando calar direitos. Quem deveria cuidar não pode agredir. Abuso de poder não se justifica em nenhum momento em um Estado Democrático de Direito. Isso não é proteção, é violência”, afirmou.

Para Trad, quando as autoridades, como a prefeita e o secretário de segurança, Anderson Gonzaga, ultrapassam os limites da legalidade, a sociedade como um todo recua. Ele ressaltou que, ao ver os vídeos em que uma mulher é empurrada pela força policial, ficou claro para ele que a violência não se restringiu apenas ao corpo da manifestante, mas também à própria Justiça. “A força que empurra uma mulher empurra também a Justiça para trás. Inaceitável. Ninguém merece ser tratado assim.”

O ex-prefeito, que comandou a cidade por mais de cinco anos, refletiu sobre o impacto do episódio para Campo Grande. “Essa cena, quando eu vi aquela senhora sendo empurrada, toda Campo Grande foi ferida”, lamentou. Trad destacou que, em sua gestão, sempre procurou tratar com respeito os movimentos contrários à sua administração, seja na frente do Paço Municipal ou nas ruas.

Para Trad, a responsabilidade pela violência recai diretamente sobre a autoridade municipal. “Eles não fizeram nada para serem levados à prisão, eles não fizeram nada para serem empurrados, jogados ao chão, numa força de um homem em cima de uma senhora, de um homem em cima de uma mulher, de uma força muscular desproporcional”, destacou.

Trad finalizou o seu pronunciamento cobrando respeito à democracia e à dignidade humana, que, segundo ele, foram desrespeitados naquele episódio.

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