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PF conclui que Sicário, do caso Master, cometeu suicídio na prisão sem pressão externa

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Mourão se enforcou na cela da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais, no dia 4 de março, após ser preso durante a Operação Compliance Zero. Ele foi socorrido e levado ao hospital, onde ficou internado por dois dias. Sua morte foi confirmada em 6 de março.

A unidade da PF, que investigou a morte, informou que encaminhará a conclusão ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso. As informações foram divulgadas pelo G1 e confirmadas pela reportagem. O documento deverá ser enviado pelo Supremo para avaliação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo a PF, os policiais de Minas analisaram imagens de câmeras da cela e ouviram testemunhas. Mourão foi identificado pela PF como operador central de um grupo chamado “A Turma” pela organização de Vorcaro.

Ele seria o responsável por coordenar atividades voltadas à obtenção de informações e monitoramento de pessoas de interesse do banqueiro.

Foi com ele que Vorcaro trocou mensagens sobre uma tentativa de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras conversas envolvendo ameaça e agressões a desafetos, segundo a investigação.

Mourão foi apontado como o responsável por executar essas condutas, tendo acesso a bases de dados restritas de órgãos públicos nacionais e internacionais.
No dia da prisão de Mourão, a defesa afirmou que os fatos imputados a ele não correspondiam à realidade e seriam devidamente esclarecidos assim que a defesa tivesse acesso integral aos autos da investigação.

Em Minas Gerais, onde era conhecido pelo apelido de Mexerica, Mourão teve passagem pelos crimes de furto qualificado, estelionato, associação criminosa, falsificação de documento público, organização criminosa e crimes contra a economia popular, segundo policiais ouvidos pela reportagem.

Os crimes pelos quais ele tinha registro não são considerados violentos. Para a Polícia de Minas Gerais, o perfil de Mourão era mais de um golpista -diferentemente do perfil agressivo que consta nos relatórios que motivaram sua prisão.

Segundo policiais, ele era conhecido por ser agiota e envolvido em esquemas de pirâmide relacionados a investimentos falsos e de compra e venda de veículos usados. Há indícios de que também integrava organização criminosa com ramificações em jogos do bicho e apostas ilegais, envolvendo criminosos e policiais.

Mourão também teria amizades influentes na polícia mineira e em outras esferas de poder.

Luiz Phillipi Mourão era réu desde 2021 por crime contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo denúncia da Promotoria de Minas obtida pela reportagem, Mourão teria atuado como um dos chefes e articuladores de um esquema de pirâmide financeira.

O processo corre na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte e ainda não foi julgado. De acordo com os procuradores, o esquema teria começado em 2017 e envolvia anúncios de investimentos com promessas de lucros exorbitantes para atrair interessados em compra e venda de títulos, ações e quotas.

A trama envolve a circulação de recursos entre empresas do próprio controlador, sem entrada real de recursos externos.

| 08:12 – 19/04/2026

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