domingo, novembro 1, 2026

PF intima Galípolo, Campos Neto e Esteves a depor como testemunhas em inquérito sobre Master

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O dono do BTG, o banqueiro André Esteves, e o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também foram convocados para falar à corporação. As audiências serão realizadas por videoconferência. O trecho do documento ao qual a reportagem teve acesso não indica uma data de quando serão realizadas.

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela reportagem. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco Central, por e-mail, e também procurou, por mensagem de WhatsApp, Galípolo e Aquino, mas ainda não houve resposta.

Em nota, advogados do ex-presidente do BC afirmaram que ainda não foram intimados sobre o assunto.

“A defesa de Roberto Campos Neto esclarece que jamais foi intimada e sequer tinha conhecimento da existência do alegado despacho de 3 de agosto. Se, de fato, existe determinação para que Roberto Campos Neto seja ouvido, é lamentável que tal informação tenha sido vazada à imprensa. Sem acesso ao documento, a defesa não tem como confirmar sua existência, autenticidade ou teor”, afirmam.

O BTG informou que não irá se manifestar. O banco de Esteves teria descoberto uma fraude de R$ 32 bilhões no Master depois de encerrar uma due diligence (investigação minuciosa de riscos e oportunidades de um investimento), segundo informações do Estadão.

As investigações envolvem dois ex-servidores do BC: Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. Segundo o inquérito, eles teriam atuado em favor dos interesses de Vorcaro dentro do BC, passando informações sobre a fiscalização do banco.

A defesa de ambos negam que eles tenham adotado medidas de favorecimento ao ex-banqueiro.

Paulo Sérgio Neves Ailton de Aquino já prestou depoimento à corporação em maio deste ano. Na ocasião, ele afirmou que os dois ex-integrantes da cúpula da autoridade monetária participaram de várias reuniões com a Polícia Federal, na qual discutiram o caso do Master, antes de se tornarem alvos de suspeição.

O diretor de Fiscalização também disse que havia um ambiente hostil durante o processo de decisão sobre o futuro do banco de Vorcaro, com intensos vazamentos de informações. Segundo o relato, ele e Galípolo não confiavam em ninguém naquele momento e já haviam tomado a decisão pela liquidação.

Leia Também: Lula pede quebra completa de sigilo do caso Master “doa a quem doer”

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