A professora e mãe de família, Cristina Cardena Rocha, se tornou a única provedora da casa em que mora com três filhos, o marido e o pai, que convive com o Parkinson. Isso porque seu marido, Flávio Eduardo Alem de 40 anos, não pode trabalhar por ter sofrido um grave acidente no serviço.
Para o TopMídiaNews, ela explicou que Flávio trabalha informalmente como pintor e não possui contribuição ativa ao INSS. Há uma semana, ele acabou caindo de uma escada enquanto executava um serviço. Por conta do tombo, bateu o abdômen e o cóccix, resultando em uma perfuração de 4 cm abaixo do reto.
Flávio então passou por uma cirurgia delicada e agora está com pontos que vão do peito até o final da barriga. Ele também precisará usar uma bolsa de colostomia por, pelo menos, um ano.
“Ele está totalmente impossibilitado de exercer a profissão por um bom tempo. Eu sou professora, trabalho o dia todo e agora sustento toda a casa sozinha”, relata Cristina, visivelmente abalada, mas ainda buscando forças para seguir. “Moramos de aluguel, minha filha mais nova tem 1 ano e meu pai, que também vive conosco, depende de vários medicamentos diários que nem sempre conseguimos obter pelo SUS”.
Durante os sete dias em que Flávio esteve internado, Cristina se desdobrou entre o trabalho, os filhos e as visitas hospitalares. “Eu saía da escola, passava em casa para ver as crianças e ia direto para o hospital. Gastamos muito com transporte por aplicativo, e ainda precisei arcar com a pensão dos filhos do primeiro casamento dele, mesmo com tudo isso acontecendo”, desabafa.
Atualmente, a família enfrenta uma ‘verdadeira avalanche de contas’, com o aluguel vencendo, contas de luz e água acumuladas, alimentação, remédios para o pai e cuidados especiais com Flávio.
“O salário de professora não dá conta. Já faltei dias de trabalho por causa da cirurgia dele, e agora preciso ir ao posto de saúde para garantir as próximas bolsas de colostomia, mas tudo depende do meu horário, que é apertado”, explica.
Para conseguir custear um pouco das contas e do tratamento do marido, Cristina criou uma vaquinha online. “A vaquinha é para ajudar por um tempo, porque meu plano é fazer salgados e colocar para ele vender, para me ajudar. Só tenho que esperar ele melhorar. Hoje é aquele dia em que você se sente sem chão, sem saber o que fazer. Estou aqui no trabalho pensando em como resolver tudo. Mas sigo tentando”, finaliza Cristina.
Quer ajudar a família, basta clicar nesse link e fazer uma doação de qualquer valor.


