O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como terroristas é resultado de uma articulação do senador Flávio Bolsonaro junto ao presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo Pollon, o reconhecimento das facções brasileiras pelo governo norte-americano representa um avanço no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.
“Meu amigo Flávio nem tomou posse como presidente e já está mudando a história da segurança pública no Brasil. Ainda em pré-campanha, fez uma agenda com o presidente Donald Trump, tendo como pauta principal declarar Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas”, afirmou o parlamentar.
No vídeo publicado nas redes sociais, o deputado também defendeu que a medida pode ampliar a cooperação internacional no rastreamento de recursos ligados às facções criminosas.
Segundo ele, a classificação como organizações terroristas permite integrar sistemas de inteligência de diferentes países e dificulta a movimentação financeira de grupos criminosos. Pollon citou ainda operações que investigaram esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao tráfico de drogas.
A manifestação ocorre dois dias após Flávio Bolsonaro informar que havia pedido diretamente ao governo dos Estados Unidos o enquadramento das facções brasileiras como grupos terroristas. O senador argumentou que os grupos passaram a atuar além do crime organizado tradicional, com influência internacional e forte estrutura financeira.
De acordo com o governo norte-americano, as organizações foram enquadradas devido à atuação transnacional em atividades como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
A decisão pode ampliar o alcance de investigações financeiras e facilitar o bloqueio de bens e recursos ligados aos integrantes das facções em países que cooperam com os Estados Unidos no combate ao terrorismo e ao crime organizado.
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