Em nota, Adriane disse que o objeto da ação já foi analisado pelo judiciário de Mato Grosso do Sul, onde conseguiu duas decisões favoráveis.
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), divulgou uma nota sobre a Operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, que investiga possível compra de voto na eleição.
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Na nota, a prefeita diz que recebeu com surpresa a notícia da deflagração da Operação Suffragium, mas também com tranquilidade, porque objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e com parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília.
“Importante destacar que as diligências desta sexta-feira não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal, nem guardam relação com atos da atual gestão”, pontuou.
Adriane disse ainda que reafirma seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, e que está à disposição para qualquer esclarecimento necessário.
“Com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas. A Administração Municipal segue concentrada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande, com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, encerrou.
Ou caso
Nesta sexta-feira, a polícia deflagrou a Operação Suffragium, para aprofundar a investigação contra a campanha do Partido Progressista na Capital, que elegeu Adriane Lopes (PP) e Camilla Nascimento (Avante).
A reportagem apurou que a investigação divide o possível esquema em quatro núcleos. No topo, estaria o núcleo de comando políticocomposto pelos beneficiários diretos.
Em uma camada intermediária, atuaria o núcleo de coordenação institucional e financeira, integrado por agentes públicos e particulares responsáveis pelo gerenciamento e pela distribuição dos recursos.
Na sequência, o núcleo de intermediadores operacionais, formado por lideranças locais, cabos eleitorais e terceiros que encarregavam da mobilização de eleitores, realização de reuniões, transporte de apoiadores, adesivagem de veículos e pulverização dos pagamentos.
Na base da estrutura estariam os destinatários finais das vantagens indevidas oferecidas em troca de apoio político e votos. No caso, eleitores.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), em residências e comércio de Campo Grande/MS e Taquarussu/MS.
Segundo polícia, a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.
Os investigados podem responder por crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral (caixa dois). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.
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