Audiência de prestação de contas sobre a Saúde Pública, na tarde desta segunda-feira (25), foi repleta de cobranças por parte de vereadores, em Campo Grande. Houve críticas sobre a falta de leitos e distribuição de medicamentos.
Conforme a Câmara, a análise foi referente ao primeiro quadrimestre de 2026 e contou com a presença do secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela. O gestor argumentou que a dificuldade na Saúde se dá em razão do que chama de “subfinanciamento” do serviço.
No entanto, Vilela foi – em parte – rebatido pelo presidente da Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis, o vereador Dr. Victor Rocha (PSDB). Ele ponderou que Campo Grande já destina parcela significativa de recursos para a área.
”Hoje o município já investe três de cada dez reais arrecadados na saúde. Agora é preciso fazer a articulação com o Governo do Estado, com o Ministério da Saúde e com a bancada federal para alavancar a saúde que Campo Grande precisa”, refletiu Rocha, que é médico.
Victor Rocha usou a palavra também para reforçar que a Câmara tem o compromisso de fiscalizar o serviço. E prometeu acompanhar a aplicação de cada centavo investido a favor da população.
Demais vereadores elencaram diversos gargalos da saúde municipal e também exigiram providências; foi falado sobre falta de leitos, escassez de medicamentos e insumos, furtos em unidades de saúde, deficiências no atendimento a crianças e falhas na assistência às mães atípicas.
Viela — que está há cinco meses à frente da Sesau — aproveitou a audiência para anunciar avanços nos contratos com os hospitais do Pênfigo; Santa Casa e São Julião. Também anunciou o mutirão “Dia D da Cirurgia”.
Vereadores
Estiveram na mesa da audiência os vereadores Veterinário Francisco (UB); Maicon Nogueira (PP); Dr. Lívio Leite (UB) e o presidente da Comissão, Dr. Victor Rocha.

