quarta-feira, novembro 4, 2026

“Prisão de Bolsonaro é cortina de fumaça”, afirma vereadora Ana Portela

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A vereadora de Campo Grande, Ana Portela (PL), aliada fiel do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente no sábado (22).

Portela classificou a decisão como “arbitrária” e “sem lógica jurídica”, lembrando que Bolsonaro já estava sendo monitorado 24 horas por dia pela Polícia Federal, usava tornozeleira eletrônica e estava impedido de usar redes sociais.

“Não existe fundamento. É uma prisão arbitrária. O presidente já estava completamente vigiado, sem qualquer possibilidade de fuga ou interferência. Não tem justificativa”, afirmou a vereadora.

O ministro Alexandre de Moraes citou uma suposta tentativa do ex-presidente de violar a tornozeleira eletrônica às 00h08 do dia 22. Ana Portela considera o argumento inconsistente.

“Se realmente tivesse tentado mexer na tornozeleira, os agentes da Polícia Federal, que ficam lá na porta 24 horas, teriam prendido ele em flagrante. Como que algo tão grave só vira prisão às seis da manhã? Essa história não faz o menor sentido”, disse

Outro ponto que Portela rebateu foi sobre a garantia de ordem pública. Moraes também mencionou que a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, que seria realizada em frente ao condomínio, poderia ameaçar a ordem pública e gerar risco aos policiais que monitoravam o ex-presidente.

“Não havia nenhuma convocação de manifestação ou protesto. Era uma vigília religiosa, um momento de oração pela vida do presidente, que vinha passando mal, com ânsias e vômitos. Queriam transformar um culto em ameaça. Isso é absurdo”, declarou.

“Cortina de fumaça” e caso Banco Master

A vereadora afirmou também que a prisão de Bolsonaro acontece em um momento “convenientemente estratégico”, após a recente prisão do presidente do Banco Master e das denúncias divulgadas pela imprensa ao longo da semana, envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes, que teria sido contratada pelo banco e recebido milhões em honorários advocatícios.

“É tudo muito conveniente. Estoura um escândalo enorme envolvendo o Banco Master e a esposa do ministro, e de repente a pauta do país vira outra. Isso tem cheiro de cortina de fumaça”, declarou Ana.

A vereadora completou:

“A população não é boba. Quando aparece denúncia envolvendo gente próxima ao ministro, imediatamente surge uma prisão espetaculosa para desviar o foco. É muita coincidência.”.

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