MS contabiliza R$ 21,8 milhões para a Agricultura Familiar, desde 2021. O montante garantiu a compra de mais de 1,5 milhão de quilos de alimentos e distribuição de 206 mil litros de leite pasteurizado para quem vive em situação de vulnerabilidade.
Somente nos primeiros meses de 2026, mais de 381 mil quilos de alimentos já foram entregues no Estado. O Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, compra diretamente da agricultura familiar, sem necessidade de licitação, fortalecendo produtores rurais e garantindo abastecimento de instituições sociais.
O tema foi debatido durante o Seminário Estadual do PAA, aberto nesta terça-feira (6), no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. O encontro reúne agricultores, gestores públicos, representantes do Governo Federal e lideranças de comunidades tradicionais.
A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Bethânia Ledesma de Nadai, destacou a importância social e econômica da iniciativa. ”Esta é uma política pública muito importante, tanto no combate à insegurança alimentar quanto na distribuição de renda no campo”, afirmou. Ela também ressaltou que o seminário busca aproximar produtores e instituições beneficiadas. ”Este é um momento de conexão e aproximação”, completou.
A presidente da Coordenação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Mato Grosso do Sul (Conerq/MS), Lucinéia Gabilão, afirmou que o programa tem transformado a realidade das comunidades tradicionais.
”O PAA tem proporcionado uma transformação nas comunidades tradicionais e quilombolas. Em cada alimento que produzimos, levamos nossa ancestralidade e nossa cultura”, declarou a ativista.
Representando o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Humberto de Mello afirmou que Mato Grosso do Sul se tornou referência na execução das políticas públicas voltadas aos povos originários e comunidades tradicionais.
”Mato Grosso do Sul se tornou um exemplo, especialmente nas ações de proteção às famílias e aos povos indígenas”, disse o representante.
O secretário da Semadesc, Artur Falcette, destacou que o programa cria um elo entre quem produz e quem precisa dos alimentos.
”O PAA é uma política pública que conecta duas pontas fundamentais: gera renda no campo e leva alimento de qualidade para quem mais precisa”, pontuou.
Atualmente, Mato Grosso do Sul executa três editais do programa — Indígena, Quilombola e Ampla Concorrência — que somam mais de R$ 9,1 milhões em investimentos.


