domingo, novembro 1, 2026

Promotoria denuncia mulher de 37 anos que fingiu ser criança sob acusação de estelionato

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Segundo a denúncia apresentada pela Promotoria, Amanda representa um risco social pela possibilidade de voltar a aplicar golpes se passando por criança.

Ela permanece detida desde o dia 2 de junho, com a prisão em flagrante convertida para preventiva. Mesmo com a denúncia, o processo está temporariamente suspenso até a realização de exames de sanidade mental, marcados para o dia 26 de junho, após a Justiça acolher a um pedido do advogado Rafael Luiz Siewert. Ele disse em nota que recebeu a denúncia com “serenidade”.

“Até que o laudo pericial seja concluído e juntado aos autos, o processo permanecerá suspenso, aguardando o resultado da perícia”, afirmou Siewert.
Procurada na tarde desta terça-feira (9), a assessoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que a denúncia foi encaminhada para a 1ª Vara Criminal de Joinville e aguarda confirmação de recebimento pelo magistrado responsável.

O Ministério Público acolheu o resultado do inquérito da Polícia Civil, concluído no dia 5 pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville. Durante a audiência de custódia, Amanda teria confessado ter aplicado golpes semelhantes em ao menos seis estados.

Segundo a polícia, ela aplica golpes pelo menos 2018 e é investigada por falsidade ideológica em ao menos quatro cidades: Jundiaí (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Chapecó (SC).

Ela já havia sido indiciada por episódio semelhante ocorrido em Nova Iguaçu (RJ), em 2023. Na ocasião, foi presa em flagrante após enganar duas mulheres por quase um mês, apresentando-se como uma criança chamada Maria Eduarda. Ela foi solta após firmar um acordo de não persecução penal com o Ministério Público.

A versão apresentada por Amanda às famílias adotivas era semelhante nos dois casos. Ela dizia ter entre 12 e 13 anos, ser autista e ter sofrido diferentes tipos de maus-tratos, incluindo agressões físicas, abuso sexual e uso forçado de hormônios, o que teria motivado sua fuga de um estado para outro.
No Rio de Janeiro, ela afirmava ser natural do Ceará. Já em Santa Catarina, disse ser do Pará.

Amanda conviveu pela família se passando por criança por um ano e dois meses. Nesse período, ela usava chupetas e mamadeiras, recebia brinquedos, ganhou uma festa de aniversário de 12 anos e chegou a tomar medicamentos para emagrecer.

Leia Também: Mais de 6 milhões de pessoas e famílias já renegociaram dívidas no Novo Desenrola, diz Durigan

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