Uma manifestação pelos direitos das mulheres terminou com ao menos uma morte, feridos e dezenas de detenções na cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, nesta terça-feira (9). Segunda a CNN Brasilo protesto começou após relatos de que mulheres teriam sido detidas pela polícia da moralidade do Talibã por supostamente violarem as rígidas regras de vestuário impostas pelo grupo.
Ainda segundo o veículo, moradores e testemunhas relataram que agentes de segurança dispersaram os manifestantes durante o ato realizado na região de Jebrail. Relatos apontam que uma pessoa morreu e várias outras ficaram feridas durante a ação. Entre os detidos estariam mulheres e meninas que participavam da mobilização.
Autoridades do Afeganistão negam repressão
Em declaração à agência estatal Bakhtar, o porta-voz da polícia de Herat, Sayed Masoud Hosseini, afirmou que a manifestação gerou tensão e prejudicou a ordem pública sob o argumento de contestar o uso obrigatório do hijab islâmico. O chefe do Departamento de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício da província, xeque Azizur Rahman Al-Muhajir, negou que mulheres tenham sido presas por descumprirem as regras de vestuário. Segundo ele, os inspetores apenas orientaram a população sobre a importância do hijab.
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A reação das autoridades ocorre em meio ao aumento das críticas internacionais às políticas adotadas pelo Talibã desde sua volta ao poder, em 2021. O grupo restringiu o acesso de mulheres e meninas à educação, ao mercado de trabalho e à prática esportiva, além de impor regras rígidas sobre comportamento e circulação em espaços públicos.
Na segunda-feira (8), a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão manifestou preocupação com relatos de detenções de mulheres no oeste do país por supostas violações das normas de vestuário. O órgão pediu que as autoridades respeitem a liberdade de movimento e garantam igualdade perante a lei.

