domingo, novembro 1, 2026

Ratinho volta a falar sobre polêmica com Erika Hilton e diz que não irá mudar de opinião

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Ó apresentador Carlos Massa, o Ratinho, voltou a se pronunciar sobre a polêmica com a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) nesta segunda-feira, 16, e afirmou que não pretende mudar de posição, mesmo após o pedido da parlamentar para que ele seja investigado por transfobia e danos morais coletivos junto ao Ministério Público Federal (MPF), além da solicitação de suspensão do programa no SBT por 30 dias ao Ministério das Comunicações.

Ratinho disse ter recebido milhares de mensagens e agradeceu pelo apoio. Para ele, foi alvo de “patrulhamento”. “Nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração, o que na minha época não tinha”, declarou.

Na sequência, reforçou que mantém sua opinião. “Não vou mudar o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja. Fica o recado. Eu não vou mudar”, afirmou.

Na última quarta-feira, 11, horas depois de Hilton ser eleita para presidir a Comissão da Mulher na Câmara, Ratinho afirmou em seu programa que era contra a indicação da deputada. “Ela não é mulher, ela é trans. Será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Porque não é fácil ser mulher”, disse.

A parlamentar reagiu e solicitou a abertura de investigação. “Eu sou e sempre serei uma mulher”, afirmou.

O MPF no Rio Grande do Sul ingressou com ação cível contra o apresentador e pediu indenização de R$ 10 milhões. Segundo o órgão, houve discurso de ódio e desumanização da identidade de gênero da comunidade LGBT+.

Ratinho já havia reafirmado sua posição anteriormente nas redes sociais. “Defendo a população trans, mas também defendo o direito de questionar quem governa. Crítica política, gente, não é preconceito, é jornalismo. E não vou ficar em silêncio.”

O documento apresentado pela deputada sustenta que a exibição desse tipo de conteúdo em TV aberta viola princípios constitucionais, especialmente o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa.

A representação também aponta que o uso de concessão pública para disseminar conteúdo discriminatório pode configurar abuso no exercício da radiodifusão.

Em nota, o Ministério das Comunicações informou que o caso será analisado pela Secretaria de Radiodifusão, seguindo os trâmites legais.

“O Ministério das Comunicações reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento rigoroso da legislação vigente.”

Procurado, o SBT afirmou que repudia qualquer tipo de discriminação e que as falas do apresentador não representam a posição da emissora. A empresa informou ainda que o caso está sendo analisado internamente.

A ação do MPF também pede que SBT se retrate do ocorrido no mesmo horário da atração e retire do ar a íntegra do programa do site da emissora e redes sociais, “como forma de limitar o dano perpetrado pelas falas discriminatórias e preconceituosas”, segundo o documento.

Folhapress | 11:48 – 14/03/2026

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