Polícia Legislativa do Senado pediu apuração de um suposto plano para atentar contra Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Uma das articuladoras do ataque seria a influencer Deolane Bezerra, atualmente presa por suspeita de lavar dinheiro para facção criminosa.
A Revista Veja teve acesso ao pedido feito pela PLS, que contém imagens do funkeiro MC Misa, em entrevista ao Canal ”Frank Clips”, no TikTok e Youtube, exibido em 26 de maio. Nessa atração, diz a revista, o rapper confidencia que Deolane juntamente com outros elementos, estariam planejando o ataque mortal contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
”Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane… então são situações que o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo”, diz o funkeiro, conforme a publicação da revista.
Entrevistador
Frank, que segundo a Veja, se identifica como ex-membro do PCC e é conhecido por falar sobre o mundo do crime, questiona Misa sobre mais detalhes do plano. O dono da atração faz questão de enfatizar que a responsabilidade sobre o comentário é do entrevistado, não dele ou do canal.
Motivação
A Veja analisou que Misa revelou que o plano mortal contra Flávio é que, na visão dos inimigos, caso ele se torne presidente, haveria um prejuízo e tanto para a esquerda quanto para pessoas do entorno da influencer.
Ainda segundo o periódico, Misa garante não ter relação com o plano criminoso e que não ”cagueta” (delata) ninguém. O cantor complementa que os autores. Ele também afirma que os envolvidos no suposto atentado seriam políticos.
”O que eu falo é que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É político. Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e ela faz acontecer. Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro”, afirmou, mais uma vez conforme a gravação.
Polícia
O caso foi parar na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado. O registro foi feito a partir das informações da Inteligência da própria polícia legislativa. O documento analisado pela Revista pede a verificação ”preliminar da procedência de informações” veiculadas nas gravações entregues. Caso haja indícios suficientes, a Polícia poderá instaurar inquérito.

