Servidores municipais da saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) se manifestaram nesta terça-feira (5), em Campo Grande, após declarações de um vereador que teriam sido consideradas ofensivas à categoria durante visita a uma unidade básica de saúde da Capital.
As informações foram divulgadas em vídeo publicado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), que esteve no local e criticou a postura do parlamentar.
De acordo com os trabalhadores, o vereador esteve na unidade durante a manhã e teria feito ataques aos servidores, o que gerou indignação. Em resposta, profissionais e usuários organizaram um ato para rebater as falas e defender o trabalho realizado na rede pública.
Segundo a vereadora, no momento da visita, acontecia uma Conferência Local de Saúde, espaço previsto na legislação brasileira que garante a participação popular na formulação de políticas públicas do SUS. Trabalhadores e moradores discutiam melhorias no atendimento quando o episódio ocorreu.
Durante a manifestação, os servidores reforçaram a importância da atuação dos profissionais da saúde pública. “Servidor público não é parasita. É quem atende, acolhe, cuida e salva vidas”, afirmaram.
Ainda conforme o relato divulgado por Luiza Ribeiro, há preocupação com possíveis mudanças na gestão da saúde municipal. Os manifestantes apontam risco de enfraquecimento do controle social e abertura para a privatização dos serviços.
“O que está em jogo é muito grave. Querem retirar o controle social, enfraquecer os servidores e abrir caminho para a privatização da saúde pública em Campo Grande”, disseram representantes do movimento.
Também foram feitas críticas à gestão municipal, principalmente em relação à falta de exames, medicamentos e vagas hospitalares. Os trabalhadores cobram soluções para problemas recorrentes enfrentados pela população.
Os servidores anunciaram mobilização para esta quarta-feira (6), na Câmara Municipal, onde pretendem acompanhar discussões e se posicionar contra qualquer proposta que envolva a privatização da gestão dos serviços de saúde.
“Saúde é direito, não mercadoria. Seguiremos defendendo o SUS público, gratuito e de qualidade”, reforçou a vereadora.
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