Movimentação de servidores e sindicalistas é grande, na manhã desta quinta-feira (30), na Câmara de Campo Grande. Eles são contrários ao projeto da Prefeitura de terceirizar dois Centros Regionais de Saúde de Campo Grande.
Os manifestantes creem que haverá precarização na oferta de saúde ao campo-grandense e que o sistema não é feito para dar lucro. O grupo é radicalmente contra a proposta e os protestos miram, sobretudo, o vereador Rafael Tavares (PL), o mais entusiasta defensor do projeto.
A movimentação é tamanha que a vereadora Luiza Ribeiro (PT) pediu aos servidores da Casa que organizem a entrada dos manifestantes, em razão da grande quantidade de pessoas do lado de fora.
Ao iniciar a fala, o vereador Maicon Nogueira disse que o projeto em questão não teria condições de ser pautado no dia e que há risco enorme para a sociedade na terceirização da Saúde da Capital. Jean Ferreira (PT) disse que a terceirização é uma ameaça que chega ”sorrateira” ao se referir ao projeto piloto que a prefeita enviou à Câmara.
Muitos manifestantes se mostram preocupados com a situação e fazem o ato de forma exaltada. Eles trazem faixas e cartazes cobrando os demais parlamentares a rejeitarem a proposta.
A prefeita Adriane Lopes (PP) encaminhou o projeto para apreciação do parlamento. O texto traz que o projeto piloto de gestão compartilhada da Sesau com organizações da sociedade civil será nos CRSs Aero Rancho e Tiradentes.
Outro ponto destacado é que a medida é reversível e terá acompanhamento e fiscalização da secretaria. O prazo da ação experimental é de 12 meses contados após a formalização do instrumento de parceria.


