A organização representa os funcionários do serviço exterior americano e mantém um balanço dos postos atualizado até 3 de agosto. Dos postos vagos, 35 já têm nomes indicados, mas aguardam a conclusão do processo de credenciamento. O Brasil é um dos países dentro dessa lacuna diplomática.
Em junho de 2026, Trump indicou o advogado e deputado republicano Daniel Perez para ocupar a vaga – mas o nome continua sem o aval formal do governo brasileiro e sem a confirmação do Senado americano.
A situação desencadeou uma nova crise diplomática entre Brasília e Washington. Em retaliação à falta de resposta, o Departamento de Estado americano anunciou a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A África concentra o maior número de postos vagos. No continente, das 51 representações diplomáticas, 39 não têm um embaixador americano, o equivalente a 76,5% do total. Na América Latina e no Caribe, o índice chega a 60,7%, com 17 vagas em aberto entre as 28 representações monitoradas na região.
Mesmo alguns países alinhados aos EUA, caso de El Salvador, Paraguai e Equador, estão com os postos vagos, embora já tenham os novos nomes indicados, pois o processo continua pendente. Por outro lado, a Argentina, de Javier Milei, e o Chile, de José Antonio Kast, têm embaixadores, assim como Uruguai e Peru.
Há postos vagos em países centrais para as negociações diplomáticas do Oriente Médio, caso de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Paquistão. Ucrânia e Rússia, atualmente em guerra, também compõem a lista.
O chefe da diplomacia de Washington é Marco Rubio, um forte crítico da esquerda latino-americana e que já confrontou o governo Lula em diferentes ocasiões. Os principais nomes que atuam na política externa americana não só estão politicamente alinhados ao presidente Donald Trump, como muitos são oriundos de seu círculo pessoal.
Um dos principais negociadores internacionais da Casa Branca é Steve Witkoff, empresário do setor imobiliário que atua como enviado especial para missões diplomáticas de alto escalão. Já Jared Kushner, genro de Trump e assessor sênior, atua nas negociações relacionadas aos conflitos no Oriente Médio.
Segundo a Associação Americana do Serviço Exterior, cerca de 2.000 diplomatas deixaram seus cargos no último ano, entre demissões e aposentadorias compulsórias.
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