Vítima filmou a própria morte com GoPro ao ser lançada sem cordas em rope jump
Jovem que morreu após ser lançada sem cordas em um salto de rope jump em São Paulo, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, segurava uma câmera do tipo GoPro para filmar a própria queda. A câmera, entretanto, desapareceu após a morte da jovem.
Uma das testemunhas, o pedagogo Rafael Goulart relatou à EPTV ter visto um dos membros da equipe responsável pelo salto pegar a câmera, que estava amarrada à vítima, já caída no chão.
A primeira cena que eu lembro de quando vi a menina no chão foi ver um dos funcionários tirando da alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro, preocupado com equipamento ou para querer esconder provas – declarou.
A delegada Andrea Danta Levy, que acompanhou a perícia, detalhou que a câmera pertencia à equipe. De acordo com ela, durante os depoimentos, ninguém soube dizer onde o equipamento está.
– A perícia e eu estivemos no local e realizamos diligências, mas não encontramos a câmera. No interrogatório, ninguém soube informar onde ela está. Sinceramente, acredito que ela não esteja mais no local, considerando a quantidade de pessoas que compareceu à ponte posteriormente para procurá-la. Acredito que, infelizmente, alguém possa ter retirado essa câmera – ponderou.
O caso aconteceu na Ponte do Esqueleto, localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, em Limeira (SP). Os três instrutores responsáveis foram presos preventivamente, após arremessarem a jovem sem amarrar a corda ao corpo dela. Em depoimento, eles não souberam explicar o motivo do erro.
A Prefeitura de Limeira disse que a “responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal” e que processará a União por “omissão”.
Já o governo federal afirma que a incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi liberada em 2026, mas que pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte.

