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Um ano sem respostas, mãe denuncia queimaduras e negligência em parto no Hospital Regional

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Há um ano, Maria Fernanda Pereira Alves, de 22 anos, busca respostas sobre o que aconteceu durante o parto da filha, Aylla Vitória Pereira Alves do Nascimento, que nasceu no dia 7 de outubro de 2024, no Hospital Regional de Campo Grande. A história de mãe e filha quase virou estatística em decorrência da sequência de falhas e omissões que começou ainda na gestação, quando a jovem peregrinou por três maternidades em busca de atendimento. Mesmo com oito meses de gravidez e sinais de sofrimento fetal, Maria Fernanda relembra que passou pelo Hospital Universitário, mas não fizeram o parto da jovem pelo tempo de gestação. Assim que procurou a Maternidade Cândido Mariano, a mãe teve a mesma resposta negativa. “Eu já estava com muita dor e o coraçãozinho dela desacelerando. Mesmo assim, me mandaram embora dizendo que ainda não era a hora”, relata. Sem alternativa, ela procurou o Hospital Regional, onde ficou internada do dia 27 de setembro ao dia 1º de outubro sentindo fortes dores. “Disseram que eu teria que esperar até o dia 7 para ter parto normal. Eu estava muito fraca, precisei de oxigênio, e só então resolveram fazer a cesárea de emergência”, lembra. Maria Fernanda afirma que o marido não pôde acompanhar o parto e que, após o nascimento, foi impedida de ver a filha. Quando finalmente teve contato com a bebê, se desesperou com queimaduras no rosto e nos dois braços de Aylla. “Eu fiquei em choque. Perguntei o que tinham feito, mas ninguém soube explicar. Disseram que era normal e tentaram minimizar. Como normal, se minha filha estava queimada?”, questiona. Segundo a mãe, o hospital não apresentou justificativa convincente sobre as queimaduras. “No documento disponibilizado pelo hospital colocaram como se ela tivesse se queimado sozinha, tirando a responsabilidade deles. Até hoje ninguém me deu uma resposta”, lamenta. O caso na época foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e desde então os pais não tiveram resposta da justiça. Além das marcas das queimaduras, Aylla que nasceu de 36 semanas, ainda enfrenta problemas de saúde. “Ela tem um lado da barriga que incha e desincha. Já fez endoscopia, mas os médicos não sabem o motivo. Também levantaram suspeita de autismo, talvez por causa da demora no parto”, diz Maria Fernanda. Para a jovem mãe, o sentimento é de revolta e impotência. “Eu podia ter morrido, minha filha podia ter morrido. Fui de hospital em hospital pedindo ajuda e ninguém fez nada. Hoje, um ano depois, continuo sem respostas”, desabafa. A reportagem entrou em contato com o Hospital Regional sobre o atendimento a Maria Fernanda e Aylla e aguarda retorno sobre o caso.

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