segunda-feira, abril 27, 2026

Vai esfriar? Três ciclones extratropicais podem afetar o Brasil em novembro

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A formação de ciclones extratropicais deve trazer mais frentes frias em novembro e afastar a tendência de calor típica da primavera.

Ao menos três ciclones extratropicais devem se formar até final do mês, afirma Aquino. Segundo a previsão, o primeiro e o segundo devem ocorrer no dia 16 e 19 no Atlântico Sul, provocando uma frente fria nos estados do sul e sudeste – o primeiro em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e o segundo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “Mas nenhum deles como o que atingiu o Paraná”, afirma. No estado, ao menos seis pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas, segundo a Defesa Civil.

Novembro tem sido marcado por uma “frequente incursão de frentes frias”, explica Francisco Aquino, chefe do Departamento de Geografia da UFRGS. Segundo o climatologista, as temperaturas mais amenas estão mais perceptíveis no sul e sudeste. No norte, nordeste e centro-oeste, o padrão esperado para as regiões se mantém, com calor e umidade.

Época do ano favorece formação de ciclones, diz José Antonio Marengo Orsini coordenador geral do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Segundo ele, isso ocorre em razão das frentes frias e das chamadas linhas de instabilidade -faixas de tempestades que se movem em linha reta e rapidamente. “Nessa estação de transição é que acontecem os tornados. Já aconteceu no passado, mas as pessoas costumavam chamar de redemoinhos. Mas são fenômenos regionais, que acontecem mais no sul e sudeste do país”.

Ciclones são maiores do que tornados e mais fáceis de se prever, explica Marcelo Seluchi, chefe de monitoramento, operações e modelagem do Cemaden. “Ciclones são relativamente frequentes, toda frente fria está associada a um ciclone”.

Ciclones estão associados às frentes frias, diz Seluchi. “Toda frente fria tem um ciclone associado em algum lugar, normalmente sobre o oceano. Ciclones se formando sobre o continente são raros, e ciclones intensos sobre o continente são ainda mais raros”, explica.

Não há previsão de tornados nos próximos dias, segundo chefe do Cemanden. “Tornado é muito mais difícil prever, justamente porque está no outro extremo da escala, que passa muito rápido, dura pouco tempo. Em princípio, nos próximos dias, não temos nenhuma previsão nesse sentido, mas lembrando que prever esse tipo de sistema é muito difícil.”

ESTAÇÕES DE TRANSIÇÃO TÊM TEMPERATURAS AMENAS

Temperaturas mais baixas devem seguir até o fim do mês, preveem meteorologistas. Aquino acredita que até o dia 20 as temperaturas mais baixas devem prevalecer, depois disso são esperados períodos mais quentes. Para Seluchi, até o final de novembro são esperados fenômenos atípicos.

Quantidade de ciclones extratropicais foi acima da média do mês, diz Aquino. “Ciclones podem avançar com intensidade e gerar tempestades como a do último fim de semana”, afirma. Segundo ele, nessa estação, é comum a presença de tempestades. “A associação de frentes frias com temperaturas em elevação gera temperaturas amenas e médias”.

Arrefecimento da temperatura em novembro chama a atenção diante da elevação global das temperaturas. “Não estamos vivendo um recorte, nem um fenômeno atípico”, explica Aquino. “Nossas primaveras estão mais quentes e foram mais quentes nos últimos cinco anos, mas por uma atividade mais intensa de ciclones e frentes frias as temperaturas mais amenas estão provocando um estranhamento”.

Circulação atmosférica traz arrefecimento da temperatura, mas mais chances de tornados. “Por um lado, tivemos um arrefecimento mais agradável para a saúde, mas por outro, tivemos também o pior desastre de tornado que aconteceu com essa maior entrada de ciclones e frentes frias”

Primavera é uma época favorável a eventos extremos. “O fenômeno no Paraná é típico desse período”, diz Seluchi, do Cemaden. “É um tornado que derivou de uma linha de instabilidade que, por sua vez, derivou de uma frente fria relacionada a um ciclone extratropical”.

Em épocas de transição há presença de calor e umidade do verão e frio e vento de inverno. O chefe do Cemaden explica que entre os dias 11 e 24 de novembro não há previsão de calor. “Podemos esperar fenômenos atípicos, não significa que teremos tempestades, mas não estão previstas ondas de calor”, diz ele.

Divulgação será na página do Inep na parte de Provas e Gabaritos

Agência Brasil | 16:23 – 10/11/2025

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