Vereadora Luiza Ribeiro (PT) se mostrou revoltada com uma suposta “operação abafa” contra uma CPI para investigar a Saúde de Campo Grande. Na sessão desta terça-feira (2), a petista avaliou que não há que conceder mais tempo para a gestão arrumar a saúde na cidade.
O principal argumento dos vereadores contra a investigação é “dar mais tempo” ao secretário de Saúde, Marcelo Vilela, para “conhecer a estrutura administrativa do setor”. Porém, há cinco meses no cargo, o gestor já acumula reprovação de contas pelo Conselho Municipal de Saúde e a proposta “indecorosa” de terceirizar o serviço em Campo Grande.
“Estamos discordantes dessa proposta de prazo. Já passamos pelo período de experiência… de arrumar a casa”, disparou Ribeiro aos pares.
Em outro trecho, a petista destaca que o que a Câmara tem recebido da prestação de contas — tanto da Saúde quanto das Finanças da prefeitura — é algo que ela entende ser difícil de compreender.
”Por isso passamos a defender a CPI da Saúde… é para esmiuçar o que acontece na execução orçamentária da Sesau. Os recursos são consumidos integralmente e não conseguimos fazer com que o serviço chegue ao usuário do SUS”, avaliou.
A parlamentar do PT observou ainda que são incoerentes as falas do secretário Marcelo Vilela, que, segundo ela, admite “pequenos atrasos” aos fornecedores, mas o Ministério Público apura algo mais grave.
”Então nós precisamos saber a verdade”, apontou Luiza. Também citou o desvio de finalidade de R$ 156 milhões da Sesau e que isso nunca foi devidamente explicado. A vereadora apelou às demais bancadas da Casa que assinem o requerimento de criação da comissão investigativa.
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