sexta-feira, junho 12, 2026
Bora Ouvir – Total 40 Graus
BORA OUVIR
PROGRAMAÇÃO TOTAL 40 GRAUS
🔴 AO VIVO AGORA
Clique em "Letra" para ver a letra da música atual

Vereadores se mobilizam mesmo no recesso para barrar abusos no IPTU

Date:

Share G1 Style

A reação da Câmara Municipal de Campo Grande ao reajuste do IPTU e da taxa de lixo foi rápida. Mesmo durante o recesso parlamentar, vereadores articularam a criação de uma comissão especial para investigar possíveis irregularidades nos novos critérios adotados pela prefeitura e discutir alternativas para minimizar os impactos aos contribuintes.

Instituída por ato da Mesa Diretora no dia 5 de janeiro, a comissão tem como objetivo apurar se houve ilegalidades no reajuste aplicado pelo Executivo Municipal. O colegiado será presidido pelo vereador Rafael Tavares (PL) e conta com integrantes de diferentes espectros políticos, como Luiza Ribeiro (PT), Dr. Lívio (União Brasil), André Salineiro (PL), Beto Avelar (PP), Leinha (Avante), Neto Santos (Republicanos) e Veterinário Francisco (União Brasil).

Durante reunião realizada nesta terça-feira (6) com representantes da prefeitura e entidades da sociedade civil, três pontos centrais foram definidos como prioridades da atuação parlamentar: a prorrogação do prazo para pagamento do imposto em 2026 até o dia 30 de janeiro, a reestruturação da Central de Atendimento ao Cidadão com melhorias no serviço e ampliação do horário de funcionamento e o restabelecimento do desconto de 20% para pagamento em dia, medida que depende de decisão da prefeita Adriane Lopes (PP).

Enquanto não há uma definição oficial, a orientação repassada pelo secretário municipal Ricardo Vieira é que os contribuintes que tenham condições realizem ao menos um pagamento parcial para evitar juros e multas. Segundo ele, caso haja mudanças posteriores, a Prefeitura garante a restituição ou compensação dos valores pagos a mais. Um posicionamento oficial do Executivo deve ser divulgado até sexta-feira, com a possibilidade de convocação de uma sessão extraordinária da Câmara para tratar do tema.

Durante o encontro, também foi apresentado o argumento técnico utilizado pela Prefeitura para justificar os reajustes. O cálculo do IPTU leva em conta critérios socioeconômicos e de valorização urbana, o que pode gerar aumento em algumas regiões e redução em outras. Como exemplo, foi citada a situação de condomínios de alto padrão inseridos em áreas periféricas, como o Damha, localizado dentro do bairro Maria Aparecida Pedrossian, e o 7 Village, vizinho ao bairro Nossa Senhora das Graças. Segundo a explicação, essas distorções territoriais influenciam diretamente no valor final do imposto.

O Executivo informou ainda que o estudo técnico utilizado para o cálculo é o mesmo desde 2017 e está disponível no site da Prefeitura, conforme edital publicado em setembro. No entanto, vereadores e entidades criticam a falta de clareza e de comunicação direta com a população, ressaltando que o cidadão comum não costuma consultar editais técnicos.

Em relação à taxa de lixo, o município afirma que o custo anual do serviço é de cerca de R$ 130 milhões, mas apenas R$ 90 milhões são arrecadados, gerando uma defasagem de R$ 40 milhões. Segundo dados apresentados, imóveis de alto padrão pagam, em média, R$ 911 por ano, enquanto contribuintes de menor renda desembolsam cerca de R$ 67 anuais, com isenção prevista para aposentados, pensionistas e imóveis de baixa renda.

A mobilização conta com apoio de diversas entidades da sociedade civil, como a Associação dos Advogados Independentes (ADVI), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), FCDL/MS, Sindicato dos Engenheiros (SENGE/MS) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI/MS). Além dos integrantes da comissão, os vereadores Carlão (PSB), Marcos Trad (PDT), Ronilço Guerreiro (Podemos), Maicon Nogueira (PP) e Ana Portela (PL) também manifestaram apoio a causa.

As entidades apontam ao menos cinco possíveis ilegalidades no processo, entre elas a chamada injustiça tributária com aumentos maiores em bairros periféricos e reduções em áreas valorizadas, o curto prazo para contestação, a ausência de comunicação prévia à Câmara sobre mudanças na base de cálculo, além da falta de transparência nos critérios técnicos e questionamentos sobre o procedimento legislativo adotado.

Canais Oficiais

Instagram

Siga e acompanha

Seguir no Instagram

YouTube

Inscreva-se no canal

Inscrever-se

TikTok

Siga e veja os vídeos

Seguir no TikTok

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Barra Redes Sociais
73,835FansLike

Artigos relacionados

Justiça eleitoral determina remoção de mais um vídeo da rede social de João Henrique

Deputado foi obrigado, recentemente, a remover outro vídeo da série denominada “os intocáveis”. O juiz Fernando Bonfim Duque...

Arara-canindé rejeitada por grupo encontra companheira e vive união rara há cinco anos em MS

Uma arara-canindé e uma arara-vermelha protagonizam uma história rara da vida silvestre em Mato Grosso do Sul. Observadas...

Rio Verde entra em alerta para temporal; previsão aponta até 17 mm de chuva nesta sexta-feira

Rio Verde de Mato Grosso está entre os municípios de Mato Grosso do Sul que devem registrar instabilidade...

Denúncias levam PM a prender homem por tráfico de drogas em Coxim

Homem de 47 anos foi detido no bairro Vila da Barra após ação da Força Tática; droga, dinheiro...