Ó ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, reafirmou nesta segunda-feira, 27, que, se eleito, promoverá uma série de privatizações. Segundo Zema, todas as estatais estão passíveis de desestatização.
“A ideia é privatizar tudo, não tem vaca sagrada. Com transparência, essas empresas vão valorizar na hora que o presidente, empresário competente, for eleito”, disse Zema a jornalistas, em Brasília, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.
Ele evitou dizer quem será seu ministro da Fazenda, caso assuma a Presidência. Segundo Zema, “mais que nomes, há propostas.” “Nomes bons, nomes que vão resolver os problemas do Brasil e não lotear secretarias”, disse.
Zema também defende uma nova reforma da Previdência e uma reforma administrativa. “Tem uma reforma administrativa que vamos precisar fazer. Vamos precisar rever a reforma da Previdência. A expectativa de vida cresceu. A conta não fecha. Pauta impopular, mas necessária. E vamos fazer também revisão de programas sociais, que tem muita fraude”, disse.
Impeachment de ministros do STF
O candidato disse ainda que apoia o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
“Temos ali dois ministros envolvidos até o pescoço com o banqueiro bandido, e um terceiro, nem tanto, mas envolvido com patrocínios de congressos jurídicos”, disse Zema a jornalistas, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.
Moraes e Toffoli são acusados de envolvimento com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025.
Zema citou a possível relação dos ministros com Vorcaro: “Não fui eu que andei no jatinho do banqueiro bandido, foram eles. Não fui eu que recebi o banqueiro bandido diversas vezes, que tenho ele na minha agenda de celular. Nunca nem escutei a voz do dito cujo.”
O ex-governador de Minas voltou a defender mudanças no Judiciário, inclusive o fim das decisões monocráticas. Também disse que as emendas são o “mal que acomete o Brasil hoje” e disse que lutará para combater o “câncer da corrupção.”
Indulto a Bolsonaro
Romeu Zema defendeu ainda um novo julgamento para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas evitou dizer se, eleito, concederá indulto a ele.
“Quero um julgamento justo”, disse Zema a jornalistas, em Brasília, após a convenção nacional do Novo que confirmou a candidatura dele à Presidência. “Houve um julgamento político, nós precisamos resolver esse problema. Temos que olhar para o futuro.”
Zema foi perguntado diversas vezes se concederia um indulto a Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, mas não respondeu. Os pré-candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) já defenderam o indulto.
O ex-governador de Minas disse, porém, ser necessário encerrar o assunto sobre os atos de 8 de Janeiro: “Temos que passar uma borracha nisso, e falar: ‘Está resolvido’ e vamos olhar para o futuro. Em que depender de mim, será feito”, disse.
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