sexta-feira, setembro 25, 2026

6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou indicado de Lula ao STF, aponta Datafolha

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O levantamento mostra que 59% da população desconheciam o episódio, considerado uma derrota histórica para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 41% afirmaram ter tomado conhecimento da rejeição.

Entre os entrevistados que souberam do caso, 19% disseram estar bem informados, 18% mais ou menos informados e 4% mal informados.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros entre terça-feira (12) e quarta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre os que acompanharam o episódio, 53% afirmaram que a rejeição de Messias enfraqueceu o governo federal. Apenas 7% disseram que o Planalto saiu fortalecido, enquanto 36% consideraram que não houve impacto político.

Mesmo sendo vista como uma indicação voltada ao eleitorado evangélico, a rejeição teve o mesmo nível de desconhecimento entre evangélicos e população em geral: 59% em ambos os grupos disseram não saber do ocorrido.

O desconhecimento foi maior entre eleitores de Lula, com 61%, do que entre apoiadores de Flávio Bolsonaro, grupo no qual 50% afirmaram não ter acompanhado o caso.

Já entre eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o índice sobe para 72%.

A rejeição de Jorge Messias marcou a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF. Na época, cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto foram barrados.

Messias recebeu 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários para aprovação, enquanto 42 senadores votaram contra.

Mesmo após a derrota, Lula teria afirmado a aliados que pretende reenviar o nome de Messias ao STF para reforçar a prerrogativa presidencial na escolha de ministros da Corte.

A possibilidade pode abrir uma disputa jurídica, já que uma norma interna do Senado, em vigor desde 2010, impede que o mesmo nome seja indicado novamente no mesmo ano.

Além disso, existe a hipótese de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dificultar a tramitação de uma nova indicação, mesmo que o governo escolha outro nome.

Durante a sabatina, o senador Sergio Moro chegou a defender que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso fosse preenchida apenas após as eleições presidenciais.

A fala provocou reação do senador Rogério Carvalho, que classificou o discurso como uma tentativa de esvaziar os poderes do presidente da República e fez referência aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Segundo pessoas próximas, o petista quer reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. Em conversas, ele também diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas a seu governo.

| 13h36 – 17/05/2026

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