terça-feira, setembro 15, 2026

OMS pede cessar-fogo no Congo para conter avanço do surto de ebola

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O avanço do surto de ebola no leste da República Democrática do Congo levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a pedir nesta quarta-feira (27), um cessar-fogo imediato entre grupos armados que atuam na região. A avaliação da entidade é de que os confrontos têm dificultado o controle da doença e ampliado o risco de disseminação do vírus.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a combinação entre violência armada e crise sanitária ameaça comprometer os esforços de contenção. Em publicação na rede social X, ele declarou que “não conseguimos conquistar a confiança da população nem isolar os doentes enquanto bombas continuam caindo”. Tedros pediu que todas as partes envolvidas no conflito aceitem uma trégua para permitir o trabalho das equipes médicas.

Mortes suspeitas por ebola passam de 200

A variante Bundibugyo do ebola, para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados, foi classificada pela OMS como emergência internacional no início de maio. Desde então, os casos suspeitos aumentaram rapidamente em províncias do leste congolês. Segundo a organização, mais de 900 infecções suspeitas e mais de 200 mortes sob investigação foram registradas em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.

 

Leia mais: OMS eleva risco de surto de ebola no Congo ao nível máximo

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Parte das áreas afetadas está sob controle de grupos rebeldes, como o M23, apoiado por Ruanda, e a aliança Alliance Fleuve Congo. Mesmo com iniciativas de mediação lideradas pelos Estados Unidos e outros países, os confrontos continuam e milhões de pessoas permanecem deslocadas.

O temor de propagação da doença levou Uganda a fechar a fronteira com o Congo “com efeito imediato”. A decisão foi tomada após o aumento de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus ao atender pacientes congoleses. A entrada no país vizinho será permitida apenas em situações emergenciais, como transporte de cargas, segurança ou ações sanitárias.

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