Um homem, de 24 anos, é suspeito de aplicar golpes em clientes com a promessa de instalação de placas solares. O autor teria usado o CNPJ de uma empresa localizada em Campo Grande para negociar os equipamentos e atender pessoas da capital e de outras cidades do estado.
Conforme boletim de ocorrência, uma das vítimas, de 63 anos, contou que conheceu a empresa por meio de um perfil nas redes sociais. Ao entrar em contato pelo telefone divulgado na página, conversou com um homem que se apresentava como sócio do empreendimento.
O suspeito pediu que a mulher fosse até o escritório da empresa, localizado em um prédio na Rua Rio Grande do Sul. Ao chegar ao local, a cliente percebeu que havia várias salas no espaço e que nenhuma delas possuía placa de identificação da empresa.
Durante a conversa com o suposto empresário, a vítima teve acesso a um contrato de compra que continha um CNPJ ativo de uma empresa responsável pela instalação de placas solares. No acordo, ficou definido que a mulher pagaria R$ 11 mil na máquina de cartão de crédito e que os R$ 5 mil restantes seriam pagos no momento da instalação dos equipamentos.
As placas seriam instaladas na casa da filha da vítima, em Corumbá. No dia 29 de junho, uma equipe foi até a residência indicada e fez uma vistoria no local. Porém, posteriormente, o suspeito entrou em contato com a mulher por meio de um aplicativo de mensagens e pediu o pagamento de R$ 1,2 mil referente ao frete das placas até a cidade.
O valor foi pago via Pix, mas, desde então, os produtos não foram entregues nem instalados na residência, conforme previa o contrato. Ao verificar novamente as redes sociais, a mulher encontrou comentários de clientes que afirmavam também ter sido vítimas do suspeito.
Ao entrar em contato com a empresa dona do CNPJ utilizado no contrato, a vítima descobriu que o suposto empresário seria, na verdade, um ex-funcionário do local e que estaria utilizando os documentos da empresa para aplicar golpes. Ao menos cinco pessoas se manifestaram dizendo ter sido lesadas pelo homem, que não devolveu os valores até o momento.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) como estelionato contra idoso e segue sob investigação.

