O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy (PSDB), afirmou neste fim de semana que continuará cobrando a expansão das obras de pavimentação para bairros da região do Grande Itamaracá que ainda não foram contemplados pelos investimentos em infraestrutura.
A declaração foi feita durante uma festa em comemoração ao Mês das Mães realizada no Jardim Itamaracá. Segundo o parlamentar, bairros como Cristo Redentor, Perpétuo Socorro e Lagoa Dourada ainda enfrentam problemas relacionados à falta de asfalto. “Alguns bairros adjacentes que são coladinhos precisam da infraestrutura. Vamos continuar lutando por eles”, disse.
As obras de pavimentação no Jardim Itamaracá começaram neste mês e abrangem 22 ruas. O pacote inclui drenagem, instalação de galerias de águas pluviais, construção de meio-fio e asfaltamento das vias. O investimento é de R$ 19,9 milhões, conforme divulgado pelo governo estadual.
Durante o evento, Papy também citou uma obra realizada nas proximidades do Centro de Integração da Criança e do Adolescente (Cica), onde a festa foi realizada. Segundo ele, a intervenção ampliou a capacidade de escoamento de um córrego da região e reduziu os alagamentos registrados em períodos de chuva.
De acordo com o vereador, antes da obra moradores enfrentavam dificuldades para atravessar uma ponte que liga bairros da região, especialmente estudantes que utilizavam o trajeto para chegar à escola e ao projeto social.
Problemas no bairro
Um ônibus do transporte coletivo atolou na manhã de terça-feira (26) no cruzamento das ruas Teresa Garcia Paim e Lourenço Alves da Costa, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. O motorista tentou desviar de um buraco, mas o veículo acabou preso na lama. Os passageiros precisaram descer e seguir viagem em outro coletivo, enquanto um guincho foi acionado para retirar o ônibus.
O caso reacendeu reclamações de moradores sobre a infraestrutura do bairro. Segundo relatos, as ruas estão tomadas por buracos, lama e poças d’água, dificultando o tráfego de veículos. Moradores afirmam que a região enfrenta abandono há anos, sem obras de drenagem ou pavimentação adequadas.
Eles também apontam que o problema é agravado pelo descarte irregular de água de piscinas nas vias e criticam a falta de atuação da associação de moradores. A prefeitura foi procurada para se manifestar sobre a situação.

