O pai de Kamylla Scarllet Fernandes Cristaldo afirmou nesta segunda-feira (5) que não está plenamente satisfeito com a condenação do homem acusado pela morte da filha, mas que se sente “confortável” após a Justiça condenar o réu a 17 anos de prisão, em regime fechado.
Em uma mensagem após o julgamento, Flávio Cristaldo agradeceu aos que acompanharam o caso e ajudaram a manter a história de Kamylla em evidência.
“Estou satisfeito plenamente não, mas confortável estou”, afirmou.
Para o pai, a condenação representa uma resposta depois de meses de espera por Justiça. “Vou agradecer a todos vocês que vieram aqui, que me deram atenção, que se mobilizaram para que eu pudesse fazer a Justiça acontecer e ela aconteceu”, disse.
Kamylla foi baleada no pescoço em setembro de 2024, enquanto aguardava uma corrida por aplicativo no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. Ela permaneceu internada por mais de três meses e morreu em dezembro daquele ano.
A investigação apontou que o crime não teria sido um assalto, como inicialmente se suspeitou, e o caso passou a ser tratado como feminicídio. O acusado permaneceu foragido até ser preso e levado a julgamento.
Agora, com a sentença, Flávio afirma que a Justiça foi feita, mas a condenação não encerra a dor da família pela perda de Kamylla.
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