Deputada federal eleita pelo PT afirma que publicações feitas anos atrás são autênticas, mas nega ter defendido o fechamento de igrejas; caso gerou repercussão nas redes sociais
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, divulgou nesta sexta-feira (9) um pedido de desculpas por mensagens publicadas em suas redes sociais anos atrás. Em manifestação por meio de sua assessoria, ela reconheceu a autoria de parte das publicações, afirmou que não mantém as mesmas opiniões e pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.
A declaração ocorreu após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgar uma imagem atribuída à petista na qual ela supostamente defenderia o fechamento de igrejas. Ana Elisa negou ter escrito a mensagem e afirmou que o conteúdo é falso.
Segundo a nota divulgada por sua equipe, a publicação não aparece no histórico da conta da parlamentar eleita. A assessoria informou ainda que pretende solicitar uma perícia para verificar a autenticidade da imagem.
Parlamentar reconhece outras publicações
Em relação a mensagens antigas que circularam após o episódio, Ana Elisa reconheceu que algumas foram publicadas por ela. A deputada eleita afirmou que os conteúdos foram retirados de contexto, mas declarou assumir a responsabilidade pelo que escreveu e se retratar diante das pessoas que se sentiram ofendidas.
A repercussão levou à desativação temporária de seu perfil na rede social X, segundo informações divulgadas pela imprensa.
Caso também envolve ameaças
A polêmica ocorre em meio a relatos de ameaças recebidas pela parlamentar eleita durante o período eleitoral. Segundo a Agência Brasil, Ana Elisa denunciou mensagens com conteúdo racista, misógino e ameaças de violência sexual. Ela também relatou a exposição de dados pessoais.
O Ministério da Justiça solicitou providências para a apuração das ameaças, que passaram a ser investigadas pelas autoridades competentes.
O caso reúne, portanto, duas questões distintas: a contestação sobre a autenticidade de uma publicação atribuída à deputada eleita e a repercussão de mensagens antigas que ela reconheceu ter escrito. A verificação da imagem contestada depende de análise técnica, enquanto as ameaças relatadas devem ser apuradas pelas autoridades.

