O julgamento de Reyvan da Silva Carvalho, acusado de matar e estuprar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em julho de 2025, foi marcado para novembro deste ano.
Ele está preso desde o dia 29 de agosto de 2025, quando a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encontrou DNA dele em vestígios biológicos que estavam no corpo de Solange Aparecida e também uma bituca de cigarro deixada no local.
O DNA levou ao nome de Reyvan da Silva Carvalho, perfil já registrado no banco genético ligado a pelo menos quatro casos de estupro e feminicídio nos últimos cinco anos.
Conforme informações da Corregedoria, Reyvan será julgado por júri popular no dia 26 de novembro de 2026, às 9h.

O que ligou os crimes
A partir do material genético de Solange, a Politec encontrou coincidência em três outros casos violentos contra mulheres:
- 2020 – Parque Ohara: estupro seguido de feminicídio.
- 2021 – Bairro Tijucal: estupro.
- 2022 – Jardim Leblon: estupro.
As amostras genéticas coincidiram com as de um homem que já havia sido preso em um dos casos. Essa conexão foi o que cravou a identificação do suspeito como autor em série.
Relembre o caso
Solange foi vista por câmeras de segurança circulando sozinha pelo campus da universidade no dia 23 de julho, por volta das 15h20, poucas horas antes de desaparecer. No dia seguinte, agentes de vigilância patrimonial da UFMT encontraram o corpo da vítima em um galpão abandonado, fora da área de circulação acadêmica.
Equipes da Polícia Militar, da Politec e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas. A perícia confirmou a morte e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML). De acordo com laudos preliminares, a vítima era portadora de esquizofrenia.

