quinta-feira, novembro 5, 2026

Ameaças de bomba provocam desvios de voos e mobilizam autoridades em países europeus

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Uma sequência de alertas de bomba contra aeronaves voltou a provocar alterações na operação de aeroportos europeus nesta quinta-feira (5). Voos comerciais precisaram mudar de rota, realizar pousos fora do destino previsto ou receber acompanhamento militar. Apesar da mobilização das autoridades, nenhuma das ameaças relatadas até agora foi considerada verdadeira, e as verificações não identificaram dispositivos explosivos.

Os episódios ocorreram em diferentes países e envolveram companhias aéreas de várias nacionalidades. Na Bulgária, três aeronaves foram direcionadas a aeroportos alternativos. Uma delas, operada pela Aer Lingus, partiu de Dublin com destino a Roma, mas aterrissou em segurança em Évreux, na França, a cerca de 100 quilômetros de Paris, depois de ser desviada por precaução.

Outros dois aviões, que saíram de Copenhague e Madri, pousaram em Sofia, capital búlgara. A informação foi divulgada pelo ministro do Interior do país, segundo a emissora bTV. Uma terceira aeronave, procedente de Londres, foi encaminhada para Plovdiv, segunda maior cidade da Bulgária.

Companhias adotam medidas preventivas após novos alertas

Na República Tcheca, a polícia informou que quatro aviões com destino a Praga receberam ameaças. As autoridades prepararam procedimentos para eventuais pousos de emergência, embora tenham avaliado como baixa a credibilidade dos avisos.

A Força Aérea italiana também participou de uma operação de segurança envolvendo um avião da Finnair que saiu de Helsinque em direção a Roma. A aeronave foi acompanhada por caças até o pouso previsto. Em outro caso envolvendo a companhia finlandesa, um voo operado pela Jettime aterrissou normalmente em Viena depois de receber uma ameaça.

Outras ocorrências atingiram operações de diferentes empresas. Um voo da LOT com destino a Paris teve a decolagem interrompida enquanto a aeronave ainda estava em deslocamento na pista. Os passageiros foram transferidos para outro avião como medida preventiva. Já um voo da Wizz Air que fazia o trajeto entre Milão e Varsóvia precisou pousar em Viena após receber um alerta.

Na terça-feira (3), pelo menos sete voos e um navio de cruzeiro também foram alvo de ameaças, provocando transtornos em aeroportos de diferentes regiões da Europa. Na ocasião, nenhum artefato explosivo foi encontrado.

Autoridades investigam possível onda de ataques híbridos

A repetição dos episódios ocorre em um momento de preocupação dos governos europeus com ações classificadas como ataques híbridos, expressão utilizada para descrever operações que combinam diferentes formas de pressão, sabotagem e interferência. Autoridades do continente têm atribuído episódios desse tipo à Rússia e ao Irã, embora nenhum país tenha sido responsabilizado oficialmente pelas recentes ameaças contra a aviação.

Moscou e Teerã negam envolvimento em campanhas dessa natureza. Até o momento, também não foi identificada a autoria dos alertas recebidos pelas companhias aéreas.

A situação chama atenção porque outros serviços essenciais também enfrentaram problemas nesta semana. Hackers não identificados provocaram interrupções no funcionamento de sistemas de refrigeração de supermercados em diferentes países europeus. Especialistas consideram que os avisos falsos de bomba podem fazer parte de um padrão de ações de baixo custo, capazes de gerar grandes transtornos e cuja origem é difícil de identificar.

Especialista aponta risco de interrupção dos serviços

Para Eliran Almog, presidente-executivo da empresa de segurança cibernética para aviação Cyviation, a repetição dos alertas pode ter como objetivo não apenas interromper operações, mas também observar a capacidade de resposta das empresas, dos aeroportos e das autoridades nacionais.

O executivo relacionou as ocorrências na aviação aos ataques cibernéticos contra sistemas de refrigeração de estabelecimentos comerciais. Na avaliação dele, a interrupção de serviços essenciais provoca prejuízos econômicos e pode comprometer a confiança da população.

Apesar dos transtornos registrados, as autoridades e companhias aéreas seguem tratando os episódios como ocorrências de segurança, adotando procedimentos preventivos enquanto investigam a origem das ameaças.

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