O deputado federal Marcos Pollon (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que é alvo de perseguição política nos processos que enfrenta no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Segundo o parlamentar, as representações contra ele teriam sido motivadas por sua atuação em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à sua pré-candidatura ao Senado.
“É evidente que tem uma perseguição pessoal do modo que foi conduzido. O Sistema não quer esse perfil de senador”, afirmou.
O deputado também criticou a recomendação de suspensão relacionada a um discurso em que cobrou a votação da anistia para presos do 8 de janeiro. Para ele, a medida representa um ataque às prerrogativas parlamentares previstas na Constituição Federal.
Pollon citou o artigo 53 da Constituição, que garante imunidade parlamentar por opiniões, palavras e votos, e afirmou que pretende recorrer da decisão à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara, para que o processo seja arquivado.
Durante as declarações, o parlamentar também comparou o caso ao do ex-deputado Daniel Silveira, preso após ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo Pollon, a prisão de Silveira teria aberto precedente para enfraquecer garantias constitucionais dos deputados.
O deputado ainda reclamou da duração das sessões do Conselho de Ética que analisaram sua representação. Segundo ele, houve reuniões com mais de nove horas seguidas, sem interrupções.
Pollon também questionou o fato de apenas três deputados terem sido alvo de representação após a ocupação da mesa diretora da Câmara em protesto pela anistia aos presos do 8 de janeiro. De acordo com o parlamentar, mais de 100 congressistas participaram do ato.


