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Brasileiros são presos nos EUA sob a suspeita de fraude contra imigrantes

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A polícia acredita que o caso pode ser a maior fraude imigratória já ocorrida na região.

De acordo com o xerife John Mina, do Condado de Orange, na Califórnia, a Legacy Imigra se promoveu durante anos como uma agência completa de serviços, com advogados que cuidavam de processos de imigração e asilos para imigrantes em busca de regularização da situação nos Estados Unidos.

Segundo o policial, a agência, que pertence a Vagner Soares de Almeida, 53, e Juliana Colucci, 43, usava um modelo de negócios baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão.

Entre as acusações está a criação de emails em nome das vítimas e de retenção de documentos para cobrar taxas adicionais, explorando o medo das pessoas de serem deportadas dos Estados Unidos.

“A maioria de seus clientes -a maior parte de nacionalidade brasileira- não chegou nem perto de realizar o sonho de se tornar americano”, disse o xerife em uma entrevista para a imprensa, compartilhada em uma publicação no Instagram.

O gabinete do xerife trabalhou em conjunto com a Investigação de Segurança Nacional e a Procuradoria-Geral da Flórida para desmantelar a organização.

Almeida, Colucci e dois sócios, Ronaldo De Campos, 34, e Lucas Felipe Trindade Silva, 34, foram presos sob a suspeita de fraude, organização criminosa, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

Sete vítimas prestaram depoimento e alegaram ter perdido entre US$ 2.500 e US$ 26 mil cada uma.

A investigação começou após um profissional da associação de advogados local relatar o recebimento de reclamações sobre o funcionamento da Legacy Imigra.

As sete vítimas que colaboram com a polícia vivem na Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey.

Uma delas alegou ter pago US$ 2.500 para a agência, que não teria feito de forma correta o pedido de asilo contratado. Essa vítima disse que a Legacy reteve sua autorização de trabalho e cobrou uma taxa adicional de US$ 500 para liberar o documento.

“Acreditamos que há muito mais vítimas. Essa é uma das razões para estar fazendo essa entrevista à imprensa”, afirmou o xerife.

A polícia pede para que elas entrem em contato para oficializar as denúncias. Elas terão o direito de solicitar um visto de permanência no país caso colaborem com as investigações.

O site da Legacy Imigra está com um aviso de manutenção. A defesa dos suspeitos não foi localizada.

Leia Também: Professora corta cabelo de alunas em sala e caso gera escândalo na Itália

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