Um Hyundai Tucson ligado a Mônica da Silva Cordeiro, de 41 anos, morta a tiros ao lado do filho em Mundo Novo (MS), foi apreendido com 6,237 quilos de crack escondidos em um fundo falso na zona rural de Perobal, no Paraná.
A apreensão ocorreu na terça-feira (15), um dia após Mônica e o filho, Allan Henrique Cordeiro dos Santos, de 26 anos, serem encontrados mortos em uma estrada rural de Mundo Novo, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Segundo informações da Polícia Militar do Paraná, equipes da Patrulha Rural e do Canil do 25º Batalhão foram até uma propriedade rural após receberem denúncias anônimas sobre possível tráfico de drogas.
No endereço, os policiais encontraram o Hyundai Tucson e perceberam forte odor característico de entorpecente. Durante a vistoria, um cão farejador indicou a presença de droga no veículo.
Os militares identificaram uma alteração na estrutura do automóvel e localizaram um compartimento falso instalado sob o assoalho. Dentro dele estavam aproximadamente 6,2 quilos de crack.
O veículo, a droga e os demais materiais apreendidos foram encaminhados para a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
Informações posteriormente confirmadas junto à Polícia Militar apontam que o Tucson estava registrado em nome de Mônica. A apreensão do automóvel havia sido divulgada inicialmente sem que houvesse, naquele momento, a vinculação pública do veículo à vítima do duplo homicídio.
Mãe e filho executados
Conforme noticiado pelo TopMídiaNews, Mônica e Allan foram encontrados mortos na noite de segunda-feira (14), na Estrada do Cachimbo, zona rural de Mundo Novo.
Allan foi atingido por três disparos, incluindo um tiro na região da nuca. Mônica teria sido atingida por quatro tiros e também apresentava perfuração na nuca, além de hematomas pelo corpo.
Vestígios de gasolina também foram encontrados nos corpos. Uma das linhas investigadas é de que os autores poderiam ter a intenção de incendiar as vítimas, possivelmente para dificultar a identificação ou eliminar vestígios.
Mãe e filho eram moradores de Perobal, no Paraná. O caso foi registrado como homicídio qualificado e segue sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
A polícia ainda trabalha para esclarecer a motivação das execuções e identificar os responsáveis.

