Surpresa. Essa foi a palavra mais usada por concorrentes de Reinaldo Azambuja (PL) e Nelsinho Trad (PSD) após a aliança do fim de semana. A desistência na reta final e união da dupla que liderava pesquisas divulgadas até o momento para o Senado em Mato Grosso do Sul mudou os rumos e a expectativa até de adversários.
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“Pegou todos de surpresa. Vamos esperar a poeira assentar para ver onde estão estas mexidas. Mas, com certeza, reforça muito minha candidatura”, opinou o deputado federal Vander Loubet (PT).
Vander aposta na experiência adquirida nos seis anos do mandato e boa relação com prefeitos e classe política para herdar parte deste eleitor que pode ficar insatisfeito com a aliança.
“Tenho posição política, ideológica, mas muita tranquilidade para ouvir, dialogar, debater qualquer tema. Sou um homem de diálogo e prefeitos, mesmo do PL, sabem meu comportamento desde o primeiro dia que assumiram”, justificou.
O pré-candidato do Novo, Roberto Oshiro, também disse que ficou surpreso com a decisão. “Estou tentando entender, mas acredito que quanto mais candidatos, melhor para democracia, para a escolha para as pessoas. É muito ruim essa cooptação partidária que só deixa ser candidato quem a estrutura do sistema, no caso o governo, quer. Não contribui para democracia e interfere na liberdade da escolha população”, opinou.
O empresário, que deve ser confirmado candidato do novo na próxima quarta-feira, data da convenção, acredita que a união foi para conquistar os votos de um concorrente.
“Uma estratégia para conseguir angariar os votos de quem votaria no Nelsinho e talvez indicador mais importante no processo eleitoral é a rejeição. Acaba fortalecendo o projeto das pessoas que querem realmente poder votar em quem não é do sistema e não querem o mais do mesmo. Essas pessoas querem uma alternativa de projeto diferente para o Brasil. Fica muito evidente a atuação do sistema para que o eleitor não tenha opção de escolha. Quem está cansado da velha política não vai votar nos candidatos da velha política”, analisou.
O ex-senador, Delcídio do Amaral (PRD), que ainda não decidiu o destino do partido o se será candidato na eleição deste ano, também espera mudança e até recalcula rota. “Agora o cenário muda. Estamos avaliando. “Acho que toda essa esperteza vai acabar comendo o esperto”, declarou.
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