




Contar com Catan, Reinaldo com Vander e Soraya? Eleição pode ter “vale tudo” na busca de uma das duas vagas.
As convenções em Mato Grosso do Sul encerraram na semana passada, garantindo os nomes nas chapas para os cargos que serão disputados em outubro. O registro pode ser feito até o dia 15 de agosto, mas as campanhas já começaram há muitos dias.
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Com as definições dos nomes, os candidatos deram largada de vez e também iniciaram algo muito comum nas eleições para duas vagas: traições nas chamadas dobras, quando um candidato faz parceria com outro, independentemente do candidato ao governo.
Em 2010, Zeca do PT reclamou publicamente das traições no PT, alegando que Delcídio do Amaral (então candidato do partido) estaria dobrando com o primo e adversário dele, Waldemir Moka (MDB). No final, Moka e Delcídio foram realmente eleitos.
Neste ano, Reinaldo Azambuja embaralhou de vez o jogo ao convencer Nelsinho Trad (PSD) a desistir e se tornar seu suplente. Nelsinho disputava com ele e Capitão Contar (PL) as primeiras posições nas pesquisas divulgadas até o momento.
Reinaldo tinha dificuldade para convencer prefeitos e deputados a deixarem de apoiar Nelsinho para fechar com Contar. Agora, não tem mais esta dificuldade e busca os votos de Nelsinho. Ao mesmo tempo, abriu mais possibilidade de aumentar o campo de eleitores.
A reportagem apurou que, ao mesmo tempo que pede votos para Contar, Reinaldo também conversa com Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB) para dobras onde os primeiro e segundo votos são convergentes. Neste caso, a traição é dupla: seja de Reinaldo com Contar ou de Vander com Soraya e vice-versa.
A possibilidade de “traição” é grande porque muitas lideranças (vereadores, deputados e prefeitos) se recusam a apoiarem Contar após a saída de Nelsinho. Esta recusa abre espaço para Soraya e Vander, por terem mandato e parcerias com deputados e prefeitos nos últimos anos.
Do outro lado, Contar também corre por fora. Os concorrentes sabem que há uma afinidade entre Contar e João Henrique Catan (Novo). Eles estiveram juntos na eleição de 2022, quando Contar chegou ao segundo turno.
Hoje, Catan concorre ao governo e Contar ao Senado, em lados opostos. O Novo tem Roberto Oshiro como candidato ao Senado, mas não tem um segundo nome para as duas vagas, o que abre possibilidade para uma composição. A reportagem chegou a indagar Catan sobre essa segunda vaga, mas ele não respondeu.
Há também possibilidade de outras composições, já que são 10 o número de candidatos e apenas as chapas lideradas por Eduardo Riedel (PP) e Fábio Trad (PT) têm dois candidatos ao Senado nas coligações.
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