O presidente Lula (PT) anunciou, neste domingo (22), medidas para a proteção de mais de 174 mil hectares de áreas ambientais durante a COP15 (Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), realizada em Campo Grande. O ato oficializou a ampliação de duas unidades no Pantanal mato-grossense e a criação de uma reserva no Cerrado mineiro.
A escolha da capital sul-mato-grossense para sediar a COP15 está diretamente ligada à relevância ecológica do Pantanal. Conforme destacado no evento, o bioma é um dos menos protegidos do Brasil, mas atua como uma rota fundamental para espécies migratórias. Sua dinâmica natural de secas e cheias forma uma vasta rede de habitats que oferecem abrigo, alimento e locais de reprodução para os animais.
Durante a cerimônia em Campo Grande, foram detalhadas as seguintes medidas de conservação:
Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT): Ampliado em 47,2 mil hectares, passando de 135,9 mil para 183,1 mil hectares.
Estação Ecológica do Taiamã (MT): Ampliada em cerca de 57 mil hectares, saltando de 11,5 mil para 68,5 mil hectares.
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas (MG): Nova área criada com 69,9 mil hectares, abrangendo os municípios de Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas.
No caso do Pantanal, a ampliação eleva de 4,7% para 5,4% o percentual de áreas protegidas do bioma, reforçando a proteção de berçários naturais ao longo do rio Paraguai e de espécies ameaçadas como a onça-pintada e o cervo-do-pantanal. Já a nova reserva em Minas Gerais foca na proteção das águas do Cerrado e na garantia dos direitos territoriais e modos de vida das comunidades tradicionais geraizeiras e do Quilombo Peixe Bravo.
O anúncio na capital sul-mato-grossense contou com a presença de diversas autoridades. Além do presidente brasileiro, participaram o presidente do Paraguai, Santiago Peña, os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e o presidente do ICMBio, Mauro Pires.


