sexta-feira, outubro 2, 2026

Evo Morales alerta para risco de “guerra civil” na Bolívia

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Ó ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que o governo de Rodrigo Paz está conduzindo o país a um cenário de forte instabilidade social e alertou para o risco de uma “guerra civil” em razão das políticas adotadas pela atual administração.

Em entrevista à agência AFP, Morales criticou o que classificou como medidas neoliberais e acusou o governo de favorecer interesses estrangeiros em detrimento da população boliviana.

Na véspera, o ex-presidente já havia acusado Rodrigo Paz de abrir espaço para empresas internacionais explorarem recursos naturais do país e de planejar aumentos nos preços de combustíveis e serviços essenciais. O governo nega as acusações.

As declarações foram feitas após apoiadores de Morales anunciarem uma suspensão temporária dos protestos que vinham sendo realizados há mais de um mês e meio em diferentes regiões da Bolívia. As manifestações exigiam a saída do atual presidente e provocaram bloqueios em importantes rodovias do país.

A pausa nos atos foi confirmada por lideranças das Seis Federações do Trópico de Cochabamba, uma das principais organizações de produtores de coca da Bolívia. Segundo os dirigentes, a decisão busca reduzir a tensão social, embora o movimento afirme que continuará mobilizado.

Durante a entrevista, Morales também voltou a defender o cultivo da folha de coca, tradicional na cultura boliviana, e afirmou que a atividade está ligada à soberania nacional.

O ex-presidente vive há cerca de dois anos na região de Chapare, reduto político de seus apoiadores. Contra ele existe um mandado de prisão relacionado a uma investigação por suposto tráfico de menores. Morales rejeita as acusações e afirma que o processo tem motivação política.

Segundo o líder boliviano, as autoridades não encontraram indícios de corrupção ou envolvimento com o tráfico de drogas e, por isso, estariam tentando desmoralizá-lo por meio de acusações que ele considera infundadas.

Morales também alertou que uma eventual operação policial ou militar na região onde está abrigado poderia gerar resistência por parte de seus apoiadores.

Apesar das críticas ao governo, o ex-presidente negou ter defendido a saída imediata de Rodrigo Paz do cargo. Como alternativa, sugeriu a realização de eleições como forma de solucionar a crise política.

Por fim, afirmou que o principal objetivo de seu grupo é impedir a privatização de setores considerados estratégicos, como energia elétrica, água, telecomunicações, saúde, educação e recursos naturais.

Regime persa declara que agência da ONU não poderá entrar em instalações; presidente ameaça suspender conversas. Em Washington, Senado adota resolução para limitar poderes de guerra de Trump; medida não se transforma em lei

| 22:24 – 23/06/2026

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