domingo, setembro 27, 2026

Ex-deputado de MS, Sérgio Assis é indiciado em golpe de R$ 57 milhões no agro de MT

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Ex-deputado de MS e ex-vereador de Campo Grande, Sérgio Assis, foi indiciado pela Polícia Civil de Comodoro (MT) por envolvimento em um golpe milionário, no âmbito de transações comerciais de grãos no estado vizinho. 

O inquérito elaborado a partir da Operação Agro-Fantasma, atribui crimes também ao filho do parlamentar, Mario Sérgio Cometki e a dois empresários, Pedro Henrique Cardoso e Wanderley Soares Barboza Junior. 

Conforme o Cenário MT, o grupo promoveu estelionato e associação criminosa para subtrair valor na ordem de R$ 57,73 milhões de um produtor rural daquele estado, Silvano dos Santos. O delegado responsável foi Ricardo Marques Sarto, que encerrou a investigação ainda em 4 de agosto. 

Como era

O filho do ex-deputado de MS, Mário Sérgio se uniu a Pedro Henrique Cardoso e iniciaram o ataque com operações de pequenos valores, honrando-as pontualmente. O objetivo era gerar confiança nas vítimas. O site local disse que a investigação observou que os criminosos ostentavam carros de luxo, relógios caros e aeronaves alugadas para dar a impressão que eram consolidados e bem-sucedidos. 

Ainda segundo o site, o esquema usava empresas Imaculada Agronegócio e Santa Felicidade Agro Indústria para intermediar as negociações. O ex-político de MS teria oferecido garantias pessoais aos produtores, apresentando-se como uma espécie de mentor financeiro dos empresários. Uma das vítimas confiou em Assis, tanto que chegou a comprar grãos de terceiros e levou prejuízo de grande monta. 

Avião 

Para pagar a dívida, diz o Cenário, a vítima pegou empréstimo de R$ 16 milhões e também negociou uma aeronave por R$ 5,8 milhões com o grupo criminoso. No entanto, recebeu apenas R$ 2,1 milhões, acumulando prejuízo de R$ 3,7 milhões nessa operação.

A investigação policial revelou empresas de fachada, suposta simulação de dificuldades financeiras, revenda de grãos abaixo do custo e desvio de recursos. Antes da operação policial, os investigados teriam tentado destruir provas, com a queima de documentos e apagamento de imagens de câmeras. Celulares apreendidos não foram periciados porque os investigados se recusaram a fornecer as senhas.

O site de MT trouxe ainda que, em depoimento, Sérgio Assis negou ligação com as empresas e afirmou atuar apenas na pecuária. Já o filho teria reconhecido dívida de R$ 16 milhões, mas negou vínculo com a Imaculada Agronegócio. Os demais empresários admitiram débitos e atribuíram os problemas a uma crise financeira.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário de MT. Os indiciados podem ser denunciados ou não pelo MPE de MT. O espaço está aberto para manifestação de todos os citados. 

FONTE: TOP MIDIA NEWS

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