terça-feira, abril 28, 2026

FAB inicia exercícios com caças Gripen para disparos de mísseis de longa distância

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A FAB (Força Aérea Brasileira) inicia um programa de treinamento para disparos de mísseis de longo alcance a partir de caças F-39 Gripen. Os exercícios serão feitos durante três semanas em Natal, para onde quatro dessas aeronaves voaram da Base Aérea de Anápolis (GO) na última sexta-feira (14).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o avião fabricado pela sueca Saab foi declarado operacional em abril deste ano, mas isso não significava que ele poderia disparar seu canhão ou os dois principais mísseis que opera na FAB, o Iris-T de curto alcance e o Meteor de combate além do campo de visão.

De lá para cá houve desenvolvimento, inclusive tecnológico, conforme a Aeronáutica.

De acordo com o tenente-coronel aviador Ramon Fórneas, comandante do 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea) -Esquadrão Jaguar-, sediado em Anápolis (GO) e responsável pela operação dos Gripen, a expectativa é que os caças estejam totalmente operacionais em 2026.

Atualmente, o avião pode fazer interceptação, mas um eventual tiro de destruição contra uma aeronave invasora ficaria a cargo dos antigos F-5.

Nos testes em Natal serão usados armamentos reais de longo alcance e o alvo do exercício simulado será um drone de alta performance da marca italiana Leonardo SpA, que voa em grandes altitudes e velocidades. As datas dos disparos não foram informadas pela FAB.

Foi na capital do Rio Grande do Norte que o avião viveu seu ápice desde que passou a integrar a defesa área do país. No ano passado, durante o exercício Cruzex, um dos Gripen do Brasil abateu, e também foi abatido, pelo célebre caça americano F-15.

O Gripen tem capacidade para atingir alvos no ar e na terra.

Entre os dias 8 e 12 de dezembro estão programados exercícios “ar-ar” no Rio de Janeiro, quando serão testados disparos de metralhadora do caça de origem sueca.

O objetivo será acertar um alvo, chamado de biruta, rebocado por caça americano F-5, operado pela Força Aérea desde o início da década de 1970 e modernizados nos anos 2000, mas que serão substituídos pelos Gripen.

“O Gripen vai atirar nesse alvo e verificar a precisão do canhão (Mauser BK-27, de 27 milímetros)”, afirma o oficial, que participa do desenvolvimento dos caças suecos pelo Brasil desde a assinatura de compra em 2014.

“A gente (Força Aérea) já faz isso há bastante tempo, mas será a primeira vez que faremos com o Gripen”, diz Fórneas, em entrevista à Folha, ao se referir exercícios com os caças F-5M Tiger II e Super Tucano, por exemplo.

Na noite da última sexta-feira chegou ao porto de Navegantes (SC) o 11º dos 36 Gripen comparados pelo Brasil.

O caça deverá ser levado nesta semana até Anápolis por um dos três pilotos de testes habilitados no país a voar com os F-39, fora os 13 oficiais do 1º GDA.

“A viagem é de aproximadamente uma hora”, afirmou o tenente-coronel. Segundo ele, o voo deverá ser feito em velocidade próxima a do som (pouco mais de 1.200 km/h), em “regime econômico” -o avião atinge até 2.400 km/h.

Antes do embarque em Navegantes é feita uma checagem no avião, de notas a componentes.

Também na sexta, a FAB anunciou que conseguiu certificar o Revo (reabastecimento em voo) entre as aeronaves F-39 Gripen e KC-390 Millennium.

A Operação Sumaúma, campanha de ensaios em voo coordenada pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) -órgão responsável pelo desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do Comando da Aeronáutica- junto às empresas Embraer e SAAB, ocorreu em outubro e novembro, nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

A capacidade de reabastecimento em voo permite que as aeronaves de caça permaneçam em operação por longos períodos, ampliando significativamente o alcance e o tempo de permanência sobre áreas de interesse.

O programa brasileiro prevê 36 Gripen, 8 deles com dois lugares. Neste ano ainda deverá ficar pronto o primeiro avião produzido na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP), como parte do programa de transferência de tecnologia -a fabricante brasileira, assim outras como a AEL e Akaer, é parceira da Saab. Entretanto, só deverá ser entregue à Força Aérea em 2026.

Leia Também: ‘Arrogante e preconceituosa’, diz prefeito de Belém sobre fala de primeiro-ministro alemão

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