Duas mulheres, de 55 e 70 anos, foram alvo de golpes pelo WhatsApp em Campo Grande, na tarde de quinta-feira (8). Em um dos casos, a vítima perdeu R$ 1,5 mil após acreditar que receberia dinheiro de um processo judicial. No outro, um criminoso se passou por gerente de banco e tentou realizar uma transferência de R$ 4 mil, mas a operação foi bloqueada antes de ser concluída.
Os casos foram registrados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro na manhã desta sexta-feira (9).
A primeira ocorrência foi registrada no Jardim Bálsamo, por volta das 14h24. A vítima recebeu uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como seu advogado e afirmou que havia vencido uma ação judicial. Segundo o golpista, ela teria R$ 1,5 mil para receber.
Acreditando na informação, a mulher seguiu as orientações recebidas por mensagens e durante uma chamada de vídeo. Ela compartilhou a tela do celular, acessou o aplicativo bancário e clicou em um link enviado pelo criminoso.
Em vez de receber o dinheiro prometido, a vítima percebeu que R$ 1,5 mil haviam sido retirados de sua conta. Ao tentar entrar em contato novamente com o suposto advogado, não recebeu resposta.
Suposto gerente de banco
O segundo caso aconteceu por volta das 15h21, na Vila Adelina. Uma mulher de 70 anos recebeu uma mensagem de um homem que se identificou como funcionário e gerente de um banco. Ele alegou que havia ocorrido um acesso indevido à conta bancária e que precisava ajudá-la a bloquear a movimentação e estornar possíveis valores.
Durante uma chamada de vídeo, o suspeito orientou a vítima a compartilhar a tela do celular, entrar no aplicativo bancário e informar dados da conta e a senha.
A mulher pediu ajuda ao neto, de 15 anos, que também seguiu as instruções do interlocutor. Quando seria realizada uma transferência de R$ 4 mil para uma conta da Caixa Econômica Federal, o adolescente acabou bloqueando a operação.
De acordo com o boletim de ocorrência, a transferência não foi concluída e a vítima não teve prejuízo financeiro.
Os dois casos foram registrados como fraude eletrônica, sendo o segundo na forma tentada. As ocorrências devem ser apuradas pela Polícia Civil.

