domingo, abril 26, 2026

Flotilha rumo a Gaza anuncia volta para Barcelona por más condições do tempo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A nova flotilha com dezenas de barcos de ajuda humanitária que partiu de Barcelona em direção à Faixa de Gaza neste domingo (31) deu meia volta e retornou à capital catalã nesta segunda-feira (1º). Segundo os organizadores, uma tempestade atingiu o mar Mediterrâneo.

“Devido às condições meteorológicas adversas, realizamos um teste no mar e, em seguida, retornamos ao porto para permitir que a tempestade passasse. Isso significou adiar nossa partida para evitar riscos de complicações com as embarcações menores”, afirma o comunicado divulgado nas redes sociais nesta segunda.

Os barcos já estão de volta ao porto de Barcelona. “Tomamos essa decisão para priorizar a segurança e o bem-estar de todos os participantes e para proteger o sucesso da nossa missão”, completou o comunicado, citando rajadas de vento superiores a 55 quilômetros por hora.

A organização previa chegar a Gaza em 13 de setembro, e ainda não informou se o atraso vai modificar o itinerário e qual será a nova data de partida. O plano é passar por mais três pontos no mar Mediterrâneo, incluindo a Tunísia, e se juntar a outras embarcações no caminho, somando 80 barcos de 44 países com cerca de 700 pessoas.

À Folha o major Rafael Rozenszajn, um dos porta-vozes das Forças Armadas israelenses, já indicou que novamente não permitirá a entrada: “As Forças Armadas vão estar preparadas para garantir que o bloqueio seja aplicado de uma forma absoluta na Faixa de Gaza”, disse.

Entre os nomes públicos que participam da missão, batizada de Global Sumud, estão a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, que foram presos e deportados por forças israelenses em uma das empreitadas anteriores do grupo, em junho. Ao menos mais 12 brasileiros estão na tripulação.

A saída da flotilha no domingo foi marcada por manifestações. As pessoas que acompanhavam o evento carregavam cartazes com dizeres como “parem o holocausto alimentar em Gaza” e “não são mortes, são assassinatos”. Também puxavam gritos como “não é uma guerra, é um genocídio” e “aguenta, Gaza, que o povo se levanta”.

A saída de Barcelona ocorreu após uma programação de três dias com palestras e shows pró-Palestina no porto da cidade, incluindo uma roda de samba. A capital catalã se tornou um foco de apoio à causa, chegando a romper relações institucionais com Israel simbolicamente em junho.

Nas últimas semanas, moradores e sindicatos organizaram a hospedagem de voluntários e o transporte em ônibus vindos de outras regiões da Espanha para acompanhar a zarpada. Um dos barcos leva inclusive a ex-prefeita da cidade Ada Colau, símbolo da esquerda local.

As últimas tentativas de abrir um corredor humanitário simbólico por mar foram frustradas pelas forças militares israelenses. Renderam, porém, ações midiáticas e visibilidade ao movimento contra o bloqueio a Gaza.

Em maio, a embarcação Conscience foi atingida por dois drones em águas internacionais perto da ilha de Malta, às vésperas de levar 80 integrantes e insumos ao território. Na época, funcionários do governo israelense afirmaram que o barco transportava armamentos ao grupo terrorista Hamas, o que foi contestado por uma inspeção maltesa.

Em junho, o veleiro Madleen foi interceptado a 180 km da costa de Gaza com 12 tripulantes, incluindo Greta e Thiago Ávila. O brasileiro ficou preso por cinco dias, isolado em solitária e sob maus-tratos, segundo sua família. Após intervenção do Itamaraty, foi expulso do país.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o protesto de “iate das selfies” e os ativistas de “celebridades”. Após os tripulantes serem expulsos, publicou na rede social X: “Tchau, tchau. E não se esqueçam de tirar uma selfie antes de partirem”.

Esse tipo de iniciativa surgiu em 2008, último ano em que cinco viagens conseguiram efetivamente chegar a Gaza com alimentos e ajuda médica. Em 2010, um grupo de sete barcos foi atacado por Israel, terminando com 9 pessoas mortas e 50 feridas.

Agora, a ida da nova flotilha acontece em meio a uma nova ofensiva de Israel à Cidade de Gaza e também a um aumento da pressão da comunidade internacional devido à catástrofe humanitária no território. Na última quarta (27), todos os membros do Conselho de Segurança da ONU, exceto os Estados Unidos, afirmaram que a fome na região é fruto de “ação humana”.

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