Com a proximidade das frentes frias, a gestão Adriane Lopes (PP) enfrenta um gargalo logístico que pode deixar pessoas em situação de rua e famílias carentes desassistidas neste inverno. O Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta quarta-feira (1º) revela que a tentativa do município de comprar grandes estoques de cobertores para a rede de assistência social afundou quase por completo.
A publicação trouxe a homologação do pregão eletrônico focado na aquisição de itens de cama e inverno, mas o balanço final expõe o tamanho do problema. Dos oito lotes abertos pela prefeitura para a compra exclusiva de cobertores, sete deles (numerados do 002 ao 008) deram “desertos”. Isso significa que nenhuma empresa compareceu ou demonstrou interesse em fornecer o material para a cidade nos moldes e preços exigidos pelo edital.
O fracasso na licitação acende um alerta vermelho imediato. A Secretaria Municipal de Assistência Social depende dessas compras antecipadas para garantir que os abrigos tenham estoque suficiente e para estruturar as frentes de acolhimento nas noites mais geladas do ano. Com apenas o Lote 001 arrematado, a quantidade garantida de cobertores atende a uma parcela mínima do que havia sido planejado pela pasta.
A falta de interessados no pregão regular é um sintoma da falta de credibilidade da prefeitura diante de calotes frequentes a fornecedores. Além disso, ela força a administração pública a buscar saídas burocráticas rápidas antes que as temperaturas despenquem, já que realizar todo o rito de uma nova licitação tradicional pode levar meses, dando abertura para contratações com menor transparência.
A reportagem procurou a prefeitura para posicionamento e aguarda retorno.


