Um homem de 60 anos denunciou o companheiro, de 29, por agressões físicas, ameaças e ofensas homofóbicas em Campo Grande. O caso foi registrado nesta sexta-feira (21), na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, e ocorreu na Vila Planalto.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem contou que vive com o suspeito há cerca de um ano. De acordo com o relato, o companheiro seria agressivo e faria ameaças, dizendo pertencer a uma facção criminosa.
Ainda conforme a denúncia, o suspeito teria dado socos e tapas na vítima e a ofendido com palavras pejorativas. Em uma das ameaças, segundo o homem, o companheiro teria dito que ele “tem que morrer porque é gay”.
O denunciante também relatou agressões contra o filho, de 27 anos, que tem esquizofrenia e é interditado judicialmente. Conforme o relato, o jovem seria agredido com tapas e socos sempre que fica no mesmo ambiente que o suspeito.
O pai afirmou que o filho também é alvo de xingamentos. Segundo ele, o suspeito teria dito ao jovem que ele “tem que apanhar todos os dias”.
A vítima não apresentava lesões aparentes, segundo o registro policial. Já o filho, que não foi levado à delegacia, teria escoriações nas costas, conforme informado pelo pai.
Diante da situação, o caso foi registrado como lesão corporal, vias de fato e ameaça no contexto de violência doméstica, além de injúria qualificada pela LGBTfobia. A Polícia Civil investiga o caso.

