Um relatório técnico elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) identificou infiltrações, fissuras, desgaste da estrutura, precariedade nas instalações elétricas e falhas de drenagem da pista do Aeroporto de Juína (MT). Diante da situação, o órgão acionou a prefeitura do município para regularizar a situação do local.
Segundo o MPMT, o aeroporto apresenta problemas no terminal de passageiros, nas instalações elétricas e sanitárias, no cercamento, nos acessos e na área de embarque e desembarque. A vistoria ainda identificou falta de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Além dos problemas físicos, o Ministério Público afirma que a prefeitura não comprovou ter controle adequado sobre as operações aéreas, a ocupação dos hangares e a arrecadação de tarifas pelo uso do aeroporto.
O Primeira Página tenta contato com a Prefeitura de Juína.
Durante a investigação, foi constatado que uma empresa realizou 75 operações no local entre janeiro e maio deste ano sem pagar por pousos e decolagens.

Na ação, o MPMT pede que a Justiça determine medidas imediatas, como o fim de novas cessões informais de áreas, o registro obrigatório de todas as operações aéreas e a organização da administração do aeroporto.
Também solicita que o município regularize a ocupação dos hangares, estabeleça critérios de cobrança pelo uso da estrutura e execute um plano permanente para corrigir as falhas apontadas.

